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Exposição conta história da demarcação na Amazônia

Como foi a demarcação de fronteiras da Região Norte do país? Quem foram os responsáveis por esse trabalho? Que dificuldade eles encontraram há quase 100 anos para realizá-lo? Essas e outras curiosidades podem ser respondidas pela exposição “Fronteira Nort

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Como foi a demarcação de fronteiras da Região Norte do país? Quem foram os responsáveis por esse trabalho? Que dificuldade eles encontraram há quase 100 anos para realizá-lo? Essas e outras curiosidades podem ser respondidas pela exposição “Fronteira Norte – Demarcando e Aproximando a Amazônia”, alusiva aos 80 anos da 1ª Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, que fica aberta até este domingo, 11, no Hangar, durante a XV Feira Pan-Amazônica do Livro.
A exposição apresenta a pesquisa sobre o precioso acervo fotográfico da 1ª Comissão e conta a história das expedições realizadas durante o trabalho de demarcação da fronteira, que começou de forma efetiva em 1928, quando se deu a formação permanente das comissões brasileiras de limites.

Por meio de painéis dispostos cronologicamente, a exposição conta, por meio de fotos, textos e objetos como foi o trabalho de demarcação. O material revela as paisagens, travessias de rios e córregos, portos e os acampamentos pelos quais passaram os demarcadores. São retratos da Amazônia colonial, povoada por grupos indígenas.

O professor Verediano Ribeiro, 58 anos, é de Cametá e está em Belém para prestigiar a Feira do Livro. Para ele, a exposição “Fronteira Norte”, é um resgate da história da Amazônia. “É uma oportunidade de conhecer mais sobre a história do nosso país, da nossa região. É interessante ver os lugares por onde eles passaram para demarcar e garantir a nossa fronteira”, afirmou Verediano.

Quem também aprovou a exposição foi o casal Josi Reis e Márcio Lemos. Ela é administradora e ele professor. Para ambos, a iniciativa de mostrar retratos da história da Amazônia é um dos pontos altos da Feira do Livro. “A população precisa se aproximar mais da cultura, da leitura principalmente. Cultura também é conhecer a história. É isso o que estamos vendo nesta exposição”.

Segundo Márcio, é interessante saber que os demarcadores fizeram esse trabalho mesmo sem a tecnologia que está disponível hoje em dia, com equipamentos como o GPS etc. “Estou vendo objetos e equipamentos utilizados por eles e imaginando a dificuldade e todo o cuidado que tiveram para desenvolver a demarcação”, ressaltou o professor.

História – Belém é sede das demarcações da chamada Fronteira Norte. A escolha da capital tem uma explicação histórica, de acordo com a dinâmica de formação e expansão desta fronteira. O ponto de partida foi o Núcleo colonial da capitania de Pernambuco (Olinda).

Pouco a pouco, a fronteira expandiu-se pelos territórios indígenas vizinhos, disputados pelos franceses, até a tomada de São Luiz do Maranhão, em 1615. A fundação de Belém, em 1616, foi o coroamento do primeiro esforço de formação da “Fronteira Norte”, que seguiu para o oeste da região amazônica.

Serviço: A Exposição “Fronteira Norte – Demarcando e Aproximando a Amazônia” está na programação da XV Feira Pan-Amazônica do Livro, que acontece no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia até o dia 11, de 10h às 22h. ( Agência Pará)

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