A exposição “Apoteose do Conhecimento – 140 anos de Informação na Amazônia”, montada no Hangar, conta a história da maior e mais antiga biblioteca do Norte do país, a Biblioteca Pública Arthur Viana. Mantenedora de um acervo de aproximadamente 770 mil volumes, entre livros, folhetos, jornais, revistas, mapas, VHS e fitas, entre outros materiais e documentos – muitos deles históricos - o espaço celebra seu 140º aniversário dentro da programação da XV Feira Pan-Amazônica do Livro.
A exposição conta um pouco da montagem deste rico acervo e mostra a evolução histórica da biblioteca, que também tem o título de mais antiga instituição cultural em funcionamento no Estado do Pará. Entre os títulos mais raros na exposição está “Rimas Varias”, de Luis de Camões, “História do Futuro”, do Padre Antônio Vieira, o manuscrito de “Casa da viúva Costa”, de Antônio Tavernad, e “Annais Históricos do Estado do Maranhão”, de Bernardo Berredo.
Por meio de painéis com textos e fotos, a mostra revela os fatos históricos que pontuam a formação da biblioteca paraense. Em um dos painéis é possível ler o discurso do bispo diocesano Dom Macedo Costa, proferido durante a inauguração do espaço, no ano de 1871.
Outro fato importante retratado é a aquisição da biblioteca pessoal do escritor paraense Haroldo Maranhão, em 2002. Uma empresa de mineração adquiriu todo o acervo e doou para a consulta pública na Arthur Vianna. Entre os títulos, várias raridades, como o exemplar de “Rimas Varias” e as primeiras edições de diversos clássicos da literatura brasileira.
A evolução histórica da biblioteca Arthur Viana é marcada também pelo olhar voltado para o futuro. A última parte da exposição revela o trabalho de digitalização dos documentos e livros mais antigos disponíveis no acervo da biblioteca, com o intuito de preservá-los e, ao mesmo tempo, mantê-los acessíveis ao público. Neste espaço também está exposto o projeto arquitetônico previsto para ser aplicado ao prédio da Fundação Tancredo Neves numa futura revitalização.
O estudante da 9ª série do Ensino Fundamental, André Trindade diz que não fazia ideia dos fatos históricos que compunham a evolução da biblioteca Arthur Vianna. “Foram poucas as vezes que fui à Arthur Vianna. Eu realmente não fazia ideia de tudo isto. Acho que todos que virem esa exposição vão passar a valorizar mais os livros que temos lá, pois fazem parte da nossa história”, diz ele.
Depois de visitar a mostra, André se convenceu que quer conhecer mais sobre a história do Pará e o local para a pesquisa já foi escolhido: “Com certeza vou a Biblioteca Arthur Vianna. Lá eu sei que vou conseguir coisas que a internet não me oferecerá, como os livros raros, por exemplo”, ressaltou. (Agência Pará)
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