O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está mesmo disposto a passar a limpo toda a trapalhada que redundou na venda do terreno da subseção paraense da entidade em Altamira, incluindo a fraude da assinatura do vice-presidente Evaldo Pinto na procuração para a concretização do negócio. Essa disposição, segundo uma fonte, foi manifestada no relatório preliminar que concluiu pela abertura de processo para verificar a possibilidade de intervenção na seccional da OAB. Segundo a fonte, a corregedora-geral da Ordem, Márcia Melaré, e os conselheiros federais José Alberto Simoneti (AM) e Francisco Anis Raiad, não livraram a cara de ninguém.
O relatório, cuja cópia teria “vazado” dentro da OAB estadual, segundo informações acessadas pelo DIÁRIO, é contundente e define a participação de cada um dos envolvidos. Ouvido na sexta-feira, pouco depois de apresentar seu pedido de afastamento da tesouraria da seção estadual, o diretor Albano Martins Junior, ao ser perguntado se havia tomado conhecimento do vazamento, respondeu que desconhecia isso. Para ele, se isso ocorreu, seria “lamentável”.
Um trecho do relatório é arrasador: “O cronograma dos fatos demonstra, sem dúvida, que o processo de venda do terreno de Altamira se deu sob forte motivação de urgência dos diretores da OAB-PA, mas sem justificada comprovação dessa pressa e de forma não transparente, com visível benefício ao conselheiro estadual [Robério D´Oliveira] e amigo íntimo de décadas tanto do senhor presidente [Jarbas Vasconcelos] quanto do senhor secretário-geral [Alberto Campos], que obteve, inclusive, informações privilegiadas e prévias, uma vez que, antes mesmo de a venda ser levada à autorização pelo Conselho Seccional da OAB-PA, ofertou valor menor do que constava do oficio interno dirigido à diretoria, pelo imóvel”. Leia mais no Diário do Pará. Leia mais no Diário do Pará.
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