Nem mesmo o efetivo de guerra montado pela união das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal impediu a formação de tumultos durante o desfile em alusão ao Dia da Raça, realizado ontem pela manhã, na avenida Presidente Vargas. À medida que o sol esquentava e o número de presentes crescia, se intensificava a tensão entre estudantes e transeuntes que cruzavam o espaço. Por isso, não houve surpresa quando, às 11h, homens da Ronda Tática Metropolitana de Belém (Rotam) cercaram um grupo de aproximadamente 20 jovens e os levaram até a lateral da parede do Teatro da Paz para serem revistados.
E, desta vez, as acusações não eram apenas resultantes de uma “rixa” entre colégios, mas incluíam furtos, assaltos e até pequenos arrastões. O montante, que começou com duas dezenas de desordeiros, ainda aumentou gradativamente com a chegada de outras pessoas consideradas suspeitas pelos agentes policiais. Assim, quando o desfile terminou, por volta de 14h, cerca de 70 jovens estavam sentados, sob o sol forte, com as mãos sobre a cabeça e o rosto baixo.
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