O aparato de segurança utilizado pelo Governo do Estado durante o desfile escolar da Semana da Raça, neste domingo, 4, foi fundamental para a prevenção de ocorrências e a tranquilidade do público e dos cerca de 13 mil alunos das 39 escolas que desfilaram na Presidente Vargas. De acordo com o major Marcos Paulo Barros, comandante da Companhia de Policiamento Militar, perto de 150 pessoas foram presas ou apreendidas até o final do desfile, por volta das 14h. A maioria por desordem, briga em via pública ou porte de rojões, spray e até uma faca.
“O trabalho foi dentro da normalidade. Os menores foram encaminhados à Divisão de Atendimento ao Adolescente; e os maiores, às delegacias e seccionais”, disse o major. O contingente da Polícia Militar foi de 618 homens, destacados em postos ao longo da Presidente de Vargas, mas também nas imediações, principalmente na concentração dos estudantes na rua Braz de Aguiar (próximo à Generalíssimo), e na dispersão das escolas, na Presidente Vargas (com travessa Municipalidade).
Militares da Cavalaria, Zpol e Rotam, com o apoio do trabalho de 100 guardas municipais estavam atentos aos casos de tumulto, tentativa de assalto e possíveis divergências entre estudantes. De acordo com o tenente-coronel Lima e Silva, o foco principal foi a dispersão do desfile.
“A medida que vai terminando o desfile, vamos trabalhando para escoamento normal, preferencialmente a pé. Essa era a nossa preocupação maior”, afirmou, referindo-se à movimentação dos alunos em direção aos ônibus localizados ao final do percurso. Além da PM, Guarda Municipal, Detran e Ctbel, a segurança do evento contou com 39 bombeiros-militares. A maior parte dos atendimentos feitos pelo Corpo de Bombeiros foi por conta de desmaios motivados pela desidratação.
O hospital de campanha instalado em frente ao Theatro da Paz, área onde a PM realizou também a triagem das pessoas apreendidas, registrou até às 13h, cinco atendimentos. “O nosso trabalho foi realizado sem grandes problemas. Atendemos casos de mal súbito (desmaios) por conta do sol forte”, garantiu capitão Josafá Varela, coordenador do trabalho do Corpo de Bombeiros. Desde o sábado, já fiscalizavam as arquibancadas e palanques que estavam em fase final de montagem.
Para Nilson Pinto, secretário Especial de Promoção Social, “o retorno à Presidente Vargas trouxe mais segurança ao público, facilidade de dispersão dos alunos e conforto. E na praça da República não prejudica o trânsito porque o desfile é realizado no domingo. Como deve ser daqui pra frente”. Para o titular da Secretaria de Educação, Cláudio Ribeiro, o retorno do desfile à avenida Presidente Vargas faz parte de um primeiro plano: “Integra o primeiro plano, da cultura de paz, realizada na parceria com o Pro Paz. É um processo de mudança. Aqui tem uma melhor área de dispersão e facilidade na movimentação das pessoas, ajudadas pelo trabalho de segurança”.
OCORRÊNCIAS
Num dos casos que tiveram a intervenção da PM, o menor C.A.S, de 17 anos, da escola Jarbas Passarinho, foi flagrado jogando pedras em outros estudantes, à altura da avenida Braz de Aguiar (próximo da travessa Quintino Bocaiúva). A área serviu de concentração das unidades de ensino. Ele foi detido, assim como dois estudantes suspeitos de estarem brigando em via pública. Os dois foram encaminhados à Seccional de São Brás e o menor aguardava a presença dos pais.
Para o assistente administrativo Dinomar Monteiro, 34, o trabalho ostensivo dos militares e demais integrantes da equipe de segurança do evento foi importante para coibir maiores problemas. “É excelente porque previne brigas. Isso aqui poderia se tornar um palco de violência. Eles brigam bem na frente da polícia”, opinou. Com a família, a aposentada Leni Silva, 60, a movimentação da PM garantiu tranquilidade ao público. “Achei ótimo. Tem que fazer isso mesmo. É bom pra gente que vem com a família apreciar o desfile”, enfatizou, enquanto observava a triagem dos apreendidos. (Agência Pará)
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