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Sem negociação continua greve da construção civil

Pela segunda vez, terminou sem acordo a reunião entre os trabalhadores da construção civil e sindicatos veiculados a Indústria da Construção na tarde desta segunda-feira (5) em Belém. Com a falta de avanço nas negociações, os profissionais continuam em gr

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Pela segunda vez, terminou sem acordo a reunião entre os trabalhadores da construção civil e sindicatos veiculados a Indústria da Construção na tarde desta segunda-feira (5) em Belém. Com a falta de avanço nas negociações, os profissionais continuam em greve.

Os trabalhadores reivindicam 20% de reajuste salarial, mas a proposta da patronal é de apenas 10%. "Eles têm condições de dar o que a gente pede. Só para você ter uma ideia o metro quadrado mais caro para morar está em Belém. Eles vendem cada metro quadrado por R$2.905 e o que sai daí para o trabalhador? Eles pagam apenas R$ 43,64 para o servente", explicou Ailson Cunha, coordenador geral do Sindicato dos Trablhadores da Construção Civil do Pará.

O coordenador também contabiliza as perdas na construção. "De janeiro a agosto desse ano nove trabalhadores morreram e mais de 50 acidentes foram registrados por conta da falta de política para evitar acidentes na construção civil. Isso precisa ser mostrado para acabar", disse.

Reivindicações

Além do reajuste de 20% para os operários (o salário de um profissional passaria de R$800 para R$1000, de um servente saíram de R$570 para R$680 e de um 1° oficial de R$615 para R$770), os trabalhadores querem R$150 de cesta básica, plano de saúde e 10% de vagas para as mulheres na construção civil.

Amanhã os trabalhadores planejam mais um ato. "Vamos distribuir para a população uma carta para mostrar nossa realidade. A sociedade precisa entender como é nossa vida hoje e apoiar nossa causa", contou Ailson.

A concentração do ato começa a partir das 6h em frente a um supermercado na Augusto Montenegro.

Hoje pela manhã, mais de 9 mil trabalhadores foram as ruas para protestar. Tiveram passeatas em Ananindeua, Marituba, Augusto Montenegro e terminou na Praça na Biblía.

O Diário Online tenta contato com o Sinduscon.

(DOL)

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