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Operários param a cidade por salários

Trabalhadores da construção civil fizeram mais uma manifestação na manhã de ontem. Divididos em grupos, cerca de cinco mil homens conseguiram fechar as principais vias de Belém durante sete horas. A rodovia Augusto Montenegro e a avenida Almirante Barr

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Trabalhadores da construção civil fizeram mais uma manifestação na manhã de ontem. Divididos em grupos, cerca de cinco mil homens conseguiram fechar as principais vias de Belém durante sete horas. A rodovia Augusto Montenegro e a avenida Almirante Barroso foram interrompidas. A cena pode se repetir na manhã de hoje, já que não houve acordo com os empregadores e operários prometem novos protestos.

Os trabalhadores querem aumento do piso salarial para todas as categorias - do oficial, para R$ 1 mil, o de servente, para R$ 680, e o de meio-oficial, para R$ 760 - além de benefícios como plano de saúde de R$ 150,
R$ 400 de participação nos lucros e resultados e 10% das vagas reservadas às mulheres. “Os trabalhadores vivem na escravidão para enriquecer o patrão? Queremos nossos direitos”, esbravejou o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Mobiliária de Belém do Pará (Sticmb-PA), Ailson Cunha.

Os piquetes iniciaram às 6h nos canteiros, para chamar a atenção de quem estivesse de serviço. “Estamos parando em todas as obras e convocando os trabalhadores a nos acompanharem”, dizia um dos representantes do sindicato, Eduardo Vicente.

Os canteiros onde os trabalhadores se recusavam a integrar a passeata eram invadidos. Foi o caso da obra de ampliação da Santa Casa de Misericórdia, onde um grupo de trabalhadores invadiu a construção, quebrando o portão, materiais e até um bebedouro. “Ficamos assustados com a fúria deles. Não temos nada a ver com essas exigências e acabamos com nosso serviço prejudicado”, contou um trabalhador que preferiu não ser identificado.
A concentração maior aconteceu em frente ao sindicato da categoria, na travessa Nove de Janeiro. De lá, os manifestantes seguiram em passeata rumo ao Entroncamento, interditando o percurso. Outro grupo partiu da Augusto Montenegro para o encontro na rotatória da BR-316, que serviu de local para um ato pela campanha salarial. Lá ficou decidido que a greve continuaria e que novas manifestações seriam feitas hoje.

CONFUSÃO
A passeata foi marcada por momentos de tensão. Um ônibus que fazia linha para o bairro da Pratinha teve uma das janelas quebradas após o veículo ter avançado um sinal e quase atropelar alguns manifestantes que caminhavam na avenida Nazaré. A presença da Polícia Militar impediu que o ônibus fosse depredado. A Ronda Tática Metropolitana, o Batalhão de Choque, Cavalaria e o Centro de Operações Especiais da PM acompanhavam o manifesto.

Foi no trânsito que se sentiu os maiores efeitos da confusão. Confira aqui a matéria completa no site do Diário

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