“Para mim o jornalismo tem uma relação direta com a literatura, é como a extensão de um contador de histórias”. Heliana Saosin tem 18 anos e acabou de entrar na faculdade, faz jornalismo e se autodenomina uma “livrólatra”. O “vício” pela leitura fez com que a estudante optasse pela profissão. “Acho uma profissão bonita e nobre, ter que contar histórias diariamente e sensibilizar o leitor para a realidade é fascinante” revela a estudante, que esteve no estande do DIÁRIO na XV Feira do Livro para conhecer o jornalista Elias Ribeiro Pinto que palestrou ontem à tarde sobre o tema “Leitura em tempo de internet”.
Para o colunista o tema é profundo e deve ser analisado de diversas óticas. “É inegável que uma leitura feita por uma plataforma virtual acaba sendo cansativa e não tem o charme de um livro, mas para o futuro tudo vai depender da relação que os novos leitores vão desenvolver com as mídias, sejam elas impressas ou digitais” diz Elias. Na feira movimentada os stands lotados mostram que, apesar da onda modernista e tecnológica dos e-books a preferência por correr os dedos pelas lombadas dos livros em estantes recheadas ainda seduz muitos leitores.
A professora Nonata Carvalho é a assídua leitora da coluna de Elias Pinto há três anos e também marcou presença no stand do DIÁRIO na feira para trocar ideias e bater um “papo cabeça” com o jornalista. “Já usei muitas dicas do Elias na sala de aula, e hoje em dia guardo os recortes. Acho muito legal poder vir aqui e conhecer um pouco do que ele pensa, trocar informações e conhecimento” diz a leitora.
Já para o jornalista o feedback é ao contrário. “Os leitores pensam que para eles é curioso poder conhecer quem está por trás das palavras do jornal, mas para a gente que escreve interessante é muito mais curioso saber quem nos lê, ver o rosto do leitor que a gente só imagina como pode ser” destaca Elias Ribeiro. (Diário do Pará)
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