Poucas edições da Feira Pan-Amazônica do Livro contaram com a participação de seus patronos na programação, mostrando a história viva da literatura amazônica ao público. Nesta 15ª edição da Feira, a poeta Dulcinéa Paraense brindará os visitantes do evento com o relato de sua carreira e obra, no Encontro Literário desta quinta-feira (8), às 19h, no Coliseu das Letras, com entrada franca.
O debate será mediado pela professora Lilia Silvestre Chaves, estudiosa da obra de Dulcinéa. Além do bate-papo com o público, será realizado um sarau com poemas da autora, com leitura do dramaturgo Marton Maués e da própria Lilia Chaves, aberto à participação dos presentes.
O debate mostrará um pouco mais da obra da escritora que, há pouco tempo, ainda era uma desconhecida para boa parte da população paraense. A produção literária de Dulcinéa ficou restrita a revistas das décadas de 30 e 40 do século XX, como “Terra imatura” e “A semana”, que tiveram a participação de ícones da literatura paraense, como Bruno de Menezes, Ruy Barata e Dalcídio Jurandir.
“Quando ouvi falar dessa artista que, em 1938, escrevia com a força dos nossos grandes poetas modernos e atuais, sai à procura de Dulcinéa, que já estava morando no Rio de Janeiro”, conta Lilia Chaves.
A produção dispersa da escritora foi reunida no livro “Dulcinéa Paraense – À flor da pele”, primeiro livro da poeta, que será lançado no domingo (11), às 19h, último dia da Feira Pan-Amazônica do Livro. “Ela nos presenteou com sua poesia. E nós vamos presenteá-la com este livro. A poesia de Dulcinéa, como toda grande poesia, é sempre atual”, conclui Lilia Chaves. Para conhecer mais da obra de Dulcinéa Paraense basta acessar o blog http://www.dulcineaparaense.blogspot.com/
Serviço: Encontro Literário com a poeta e patrona da XV Feira Pan-Amazônica do Livro, Dulcinéa Paraense, na quinta-feira (8), às 19h, no Coliseu das Letras. A entrada é franca.
(Secom)
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