Com o objetivo de propiciar a prática da leitura com atividades lúdico-pedagógicas, tendo como princípio a inclusão social, foi criada no dia 10 de junho de 2006 a Biblioteca Inclusiva, um projeto idealizado pela professora Etevan Amoêdo Corrêa, especialista em deficiência visual, para oferecer maior apoio pedagógico a alunos das redes pública e privada de ensino. O projeto foi exposto na terça-feira (06), no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na XV Feira Pan-Amazônica do Livro.
Etevan Amoêdo contou que, desde o projeto inicial, teve o apoio de amigos educadores da Seduc, em especial os da Coordenação de Educação Especial (Coes), para desenvolver diversos trabalhos. Atualmente, a biblioteca atende a milhares de alunos das mais diversas instituições, dos ensinos Fundamental e Médio, e de nível superior, com enfoque na educação especial. “Sentíamos a necessidade de atender alunos especiais, oferecendo ferramentas para que pudessem se sentir parte do processo de aprendizado, interagindo com o mundo”, explicou a professora.
Funcionando no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), a Biblioteca Inclusiva dispõe de variado acervo voltado às pessoas com deficiência, como livros em braile e outros instrumentos que facilitam o acesso, além de serviços como acolhimento psicossocial, intermediação de mão de obra, serviço de saúde bucal, infocentro e brinquedoteca, oferecidos em parceria com as secretarias de Estado de Assistência Social ( Seas), de Saúde Pública (Sespa), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), o Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDPD) e Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa).
Com ações programadas para todo o período letivo, a Biblioteca incentiva a participaão de escolas em suas programações, realizadas em diversos espaços, como a Estação das Docas, a Casa das 11 Janelas e o Centur, oferecendo aos alunos atividades lúdicas - teatro de fantoches, desenho, pintura, leitura etc.
Atualmente, o grande público da Biblioteca está nas escolas da rede estadual e nos centros especializados em educação especial, cujas escolas atendem a aproximadamente 12 mil alunos em todo o Estado, portadores de deficiências visual, motora, intelectual, auditiva e múltiplas.
Parceria - Sempre em busca de melhorias para os portadores de necessidades especiais foi firmada uma parceria com o Centro Interdisciplinar de Equoterapia (Cieq- Belém), com objetivo de trabalhar a reabilitação e a inclusão social de pessoas com necessidades especiais. O programa de equoterapia da Polícia Militar do Pará iniciou em julho de 1993 e já atendeu a um grande número de pessoas, e tem reconhecimento nacional. É um método que utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências.
Segundo o tenente-coronel da Polícia Militar Cláudio Polaro, o trabalho já trouxe inúmeros benefícios. “Vimos pessoas voltarem a andar com este tratamento. Na rede pública estadual temos, como exemplo, um aluno que não andava e hoje é atleta e faz parte da equipe Paraolímpica do Núcleo de Esporte e Lazer (Nel)”, informou.
Serviços: A Biblioteca Inclusiva é aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 09 às 14h, no CIIC, na Avenida Almirante Barroso, 1765. Contatos: 3276-6161/3276-2903.
O Cieq funciona de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 13h, na Rodovia Transmangueirão, KM-01, ao lado do CPC Renato Chaves.
Ascom/Seduc
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