Após quatro dias de greve, os operários da construção civil decidiram continuar paralisados hoje. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, 80% da categoria estão de braços cruzados em Belém, Ananindeua e Marituba. Os trabalhadores resolveram continuar com a greve em frente ao Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon), que funciona no prédio da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), na manhã de ontem, após receberem a noticia de que não seriam recebidos pelo Sinduscon.
Antes da concentração em frente ao Sinduscon, os operários decidiram apresentar uma contraproposta, renegociando o reajuste de 10% repassado pelo Sinduscon na última terça-feira. Segundo a Polícia Civil, cerca de mil pessoas participaram do movimento. O coordenador geral do sindicato, Ailson Cunha, informou que a categoria pediu um aumento de 20%, mas a patronal não aceitou e disse que estava aberta para uma contraproposta. “Como eles se mostraram abertos, decidimos apresentar uma contraproposta, mas como não nos receberam vamos continuar com a greve amanhã (hoje)”, disse o sindicalista Cleber Rabelo.
A contraproposta que seria apresentada pelos trabalhadores é de salário de R$ 950 para pedreiro e
R$ 670 para servente, mais uma cesta básica de R$ 80, plano de saúde e garantia de 10% das vagas para as mulheres. Com reajuste de 10% definido pela patronal, o salário atual do pedreiro, de R$ 800, passaria para R$ 880 e o do servente, que é de R$ 570, iria para R$ 630, sem adicionais.
Mesmo com um forte policiamento, o coronel da PM, Paulo Garcia, disse que a manifestação foi tranquila. “Depois da liminar da Justiça, a paralisação ocorreu pacificamente, bem diferente das outras onde havia invasão dos canteiros de obra por parte dos trabalhadores”, comenta.
A liminar foi expedida pela juíza da 8ª Vara Maria Edilene de Oliveira Franco, do Tribunal de Trabalho, na ultima terça-feira (6) e determina que os trabalhadores da construção civil mantenham uma distância de 20 metros das obras, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia. A assessoria do Sinduscon informou que não haverá novas negociações enquanto os operários estiverem em greve. Hoje, os operários farão novos protestos. (Diário do Pará)
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