O Ministério da Pesca e Aqüicultura - MPA e o Ministério da Saúde estarão realizando no período de 11 a 24 de setembro a 8ª Semana Nacional do Peixe. A ação tem como objetivo incentivar o consumo regular do pescado no Brasil.
Entre as entidades parceiras está a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) que coordenarão as ações de promoção do pescado organizadas por seus afiliados em todo o Brasil.
Segundo o Departamento Intermunicipal de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), o estado é um dos maiores produtores de pescado do país, com uma produção anual estimada em cerca de 180 mil toneladas. Ainda assim, os preços dos produtos são elevados, tanto os comercializados nos mercados municipais e feiras livres como nos supermercados.
O Dieese aponta para a falta de uma política macro no Pará, que envolva a prática da pesca e todo o setor pesqueiro. O Departamento atestou que isso traz prejuízos para o pescador, que não recebe um preço justo pelo seu produto, e para os consumidores que continuam pagando um preço elevado pelo pescado aqui produzido. O ganho fica com os atravessadores.
Dentre os pescados mais caros estão o quilo da pescada amarela, que está sendo comercializado a R$ 13,33; do tucunaré (médio), vendido a R$ 14,90; o quilo do filhote, a R$ 15,28; o quilo do tucunaré (grande) a R$ 18,43; o camurim que está custando em média R$ 19,95 e, no topo da lista, o salmão que está custando em média R$ 30,00.
Os pescados mais baratos são a arraia, a R$2,95 o quilo, o camurim inteiro, a R$ 19,95, a corvina inteira, custando R$ 10,37 e o quilo da dourada inteira, estimada em R$11,34. (DOL, com informações do Dieese/PA)
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