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Universitários amargam falta de serviços

Para chegar ao bloco de veterinária, a estudante Hilda Azevedo tem que se submeter a uma caminhada de 20 minutos, sob o forte sol do final da manhã, tendo que dividir espaço com os carros na pista, sem direito a sombra ou calçada em boa parte do percurso.

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Para chegar ao bloco de veterinária, a estudante Hilda Azevedo tem que se submeter a uma caminhada de 20 minutos, sob o forte sol do final da manhã, tendo que dividir espaço com os carros na pista, sem direito a sombra ou calçada em boa parte do percurso. O simples ato de chegar à sala de aula está beirando o insuportável para a maioria dos alunos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Devido à greve dos servidores técnicos-administrativos, foi parcialmente suspenso o serviço dos “Bagés”, como são conhecidos os ônibus que circulam no campus Belém.
“Os ônibus param de circular de manhã cedo. Para se locomover aqui sem carro, é preciso ter fôlego e disposição”, afirma Hilda Azevedo.

Para se ter uma ideia do desafio, a Ufra de Belém, localizada no bairro da Terra Firme, ocupa um espaço de 200 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol.

Com a paralisação, o serviço dos circulares ficou restrito durante a semana, das 7h às 8h30, das 12h30 às 14h e das 18h às 20h.

Outro serviço que foi paralisado com a greve foi a biblioteca da instituição, que se encontra fechada para visitação desde o último dia 6 de junho. O restaurante universitário (RU) também não está funcionando.

Sem acesso à biblioteca, alunos se viram como podem. Ou baixam material da internet ou pegam emprestado livros de colegas, como relatam os alunos. O RU oferecia refeições gratuitas aos funcionários e universitários. Agora eles têm que recorrer às barracas de lanches ou ao restaurante do polo do Museu Emílio Goeldi, o único que sobrou em funcionamento no campus.

LIMPEZA
O serviço de limpeza dos blocos também foi prejudicado com a paralisação. Sala e banheiros não recebem há meses a devida manutenção. “Não sou contra a greve. Acho válido eles [os servidores] buscarem seus direitos, mas eles não deviam prejudicar os nossos direitos no processo. Os professores não estão em greve”, desabafa Christian Machado, estudante de veterinária.

De acordo com os entrevistados, um sentimento de insegurança paira no campus já que os alunos se veem obrigados a caminhar longas distancias por áreas ermas. No início de junho, um vigilante foi baleado nas dependências da universidade. Apesar de ter havido a contratação de 30 seguranças como reforço para o local, o caso ainda está fresco na memória dos frequentadores da Ufra.

“Tenho medo de andar sozinha, mas não tenho alternativa”, diz Hilda Azevedo.(Diário do Pará)

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