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Polícia do Pará prende 7 golpistas nacionais

A Polícia Civil do Pará apresentou na tarde de hoje (12), na Delegacia Geral, em Belém, uma quadrilha de sete golpistas, que atuavam em 16 estados brasileiros. Eles foram presos nos estados do Pará, Maranhão, Piauí, Goiás, Rio Grande do Norte e Ceará. A O

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A Polícia Civil do Pará apresentou na tarde de hoje (12), na Delegacia Geral, em Belém, uma quadrilha de sete golpistas, que atuavam em 16 estados brasileiros. Eles foram presos nos estados do Pará, Maranhão, Piauí, Goiás, Rio Grande do Norte e Ceará. A Operação, iniciada pela Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigações e Operações Especiais foi batizada de “Golpe de Mestre”.

Foram presos Luiz Gonçalves da Costa, o "Doutor", chefe da quadrilha, Maria de Lurdes, dona de ótica, esposa do Doutor. Os arrastadores Josimar Cruz Silva, Cláudia Maria Martins da Silva, esposa de Josimar, José Marcos Pinto, o "Galego", Francisco Gomes de Oliveira, o "Valdir", e Renato da Silva Lima, que atuava como cego.

O esquema de golpes era feito de duas formas: Modus Operandi: Prontas e Modus Operandi: Rodo. Na primeira, os golpistas recrutam pessoas (cego) para indicar “fregueses” para aplicar o golpe das notas “Prontas”. O arrastador apresenta o freguês ao “Doutor” e este lhe diz que conhece um “velho” que é ex-funcionário da Casa da Moeda do Brasil que tem em seu poder papeis-moeda e que seriam sobras da produção da união. O “Doutor” afirma ao freguês que, se este lhe der uma nota de R$ 50, poderá lhe fornecer três notas semelhantes. Para convencê-lo, o “Doutor” lhe entrega algumas notas (verdadeiras), dizendo que foram conseguida das sobras da casa da moeda. E nesse momento são repassada para o freguês notas verdadeiras que são utilizadas geralmente no comercio ou em bancos, fato que convence o freguês a realizar negócios com o golpista.

No segundo modo, Rodo, os golpistas recrutam pessoas (cego) para indicar “fregueses” para aplicar o golpe das notas “Prontas”. O arrastador apresenta o freguês ao “Doutor” e este lhe diz que conhece um “velho” que é ex-funcionário da Casa da Moeda do Brasil que tem em seu poder papeis-moeda e que poderá “fabricar” dinheiro. O “Doutor” afirma ao freguês que, se este lhe der uma nota de R$ 50, poderá fabricar três notas semelhantes. Para convencê-lo, o “Doutor” fabrica as notas em sua presença. Após estar convencido, o freguês aceita realizar negócios com o golpista.

Investigações da Polícia Civil desde o início do ano levaram à prisão de um casal no Pará, no início de setembro. A partir de então, as outras prisões foram simultâneas. Agentes da Polícia do Pará foram até os outros estados para finalizar as investigações e efetuar as prisões. (DOL)

Atualizado às 18h15.

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