O coronel PM Mário Solano é comandante geral da Polícia Militar do Pará. No sábado (10), no quartel que abrigava o 2° Batalhão (na Gaspar Vianna, em Belém), um incidente ocorreu, felizmente sem vítimas: a caixa d’água desabou, abrindo um buraco no forro e danificando o piso. No local, seria aberta no dia 15 a Casa Cor, etapa paraense do maior evento nacional de decoração. Após a entrevista com o coronel Solano, a organização do evento confirmou a nova data de abertura: 30 de setembro. A entrevista a seguir foi concedida ao editor executivo do DOL, jornalista Cláudio Darwich e publicada hoje pelo colunista Mauro Bonna, no jornal Diário do Pará.
O que houve exatamente no quartel do 2° Batalhão?
CORONEL MÁRIO SOLANO – Cheguei de viagem no domingo de São Sebastião, estive numa reunião com os coordenadores da Casa Cor e uma equipe de engenheiros e arquitetos para verificar o que ocorreu. Constatamos apenas que houve um desequilíbrio da caixa, de uma das caixas d’água, que caiu. Nada de maior gravidade, já autorizei os consertos hoje. Todas as questões técnicas, de engenharia e todos os cuidados estão sendo tomados para não haver problemas com o evento Casa Cor.
Mas o evento foi adiado.
SOLANO – Foi adiado porque vai ser necessário ajustar forro e algumas outras coisas que já estavam prontas. Mas o evento em si vai acontecer sem problemas. Ambientes que estarão em exposição terão que ser refeitos.
Mas como aconteceu o problema?
SOLANO – A caixa d’água estava sobre uma parede de cerca de 70 cm de largura e apoiada por estacas dos dois lados. Alguém, durante os trabalhos de acabamento, deslocou a caixa d’água alguns centímetros. Quando foram feitos os ajustes finais, inclusive encher a caixa, o peso da água inclinou a caixa e provocou a queda, danificando o forro e o piso, além de ambientes da exposição.
Não foi cupim?
SOLANO - Não. O problema foi visto por vários engenheiros e foi um desequilíbrio onde estava postada a nova caixa d’água. Hoje mesmo (ontem) já autorizei os consertos e ajustes, que serão feitos pelos organizadores.
Então não foi grave?
SOLANO - Não foi nada de grave, de excepcional, que prejudique o evento em si. Eu ficaria preocupado se houvesse feridos.
Mas há grande preocupação com o evento.
SOLANO – É porque o pessoal já faz uma tempestade num copo d’água, quanto mais numa caixa d’água. A situação é essa: o evento deve atrasar alguns dias, mas vai ocorrer.
E depois do Casa Cor?
SOLANO – O quartel voltará a abrigar o 2° Batalhão da PM.
E para o jogo da seleção, dia 28, tudo está planejado?
SOLANO – Para nós, o evento já iniciou. Uma comissão do Comando de Policiamento da Capital, juntamente com todos os órgãos do sistema de segurança, está trabalhando no planejamento, em parceria com a Federação (Paraense de Futebol), secretaria de Esporte e Lazer, enfim, um pool institucional. Vai haver esquema de segurança desde antes do jogo, na chegada e até a partida dos nossos jogadores e dos da Argentina.
Afinal, haverá aumento de efetivo na PM?
SOLANO – Haverá no mínimo mil novos PMs nas ruas por ano. Temos hoje um efetivo de cerca de 15 mil policiais. Ao final do governo, teremos cerca de 19 mil. Este número já é bem próximo do ideal para a nossa necessidade, que é hoje de cerca de 19 mil e 600 PMs. Isto é só de novos soldados.
E oficiais?
SOLANO – Teremos concurso para mais 60 oficiais, ainda este ano. Todos deverão começar seus cursos já no ano que vem.
(DOL)
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