Na tarde de hoje (13), quando completam oito dias da greve dos trabalhadores da construção civil de Belém, o Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon-PA), realizou uma coletiva de imprensa para esclarecer o posicionamento do órgão acerca dos recentes acontecimentos. Durante a reunião, o Sinduscon afirmou que “não admite vandalismo e violência”, se referindo aos atos de protesto que vem sendo realizados pelos operários.
A reunião aconteceu na sede do Sinduscon, no prédio da Fiepa, no bairro de Nazaré, em Belém. Participaram da coletiva Lecy Garcia, do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon/Pa), Luiz Maia, Presidente da Associação das Construtoras de Obras Públicas (ACOP/Pa) e Tony Couceiro, Presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (ADEMI/Pa).
O Sindicato afirmou ainda que “não haverá negociação sob pressão de quebra-quebra". O órgão afirmou ainda que deseja que o os trabalhadores retomem uma posição de normalidade e respeito, inclusive a ordem judicial de interdito proibitório.
A reportagem tentou entrar em contato com Sindicato do Trabalhadores da Construção Civil, mas não obteve resposta sobre o assunto.
Na tarde de ontem (12), houve mais uma tentativa frustrada de negociações entre o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Belém (STICMB) e Sinduscon. Os trabalhadores voltaram a radicalizar e fecharam várias ruas e avenidas da cidade. Onde encontravam operários trabalhando, os trabalhadores em passeata, que saiu da frente do sindicato, na travessa 9 de Janeiro, paravam e só seguiam em frente depois que as obras eram paralisadas e os trabalhadores aderiam ao movimento.
Segundo o Sinduscon, a negociação de uma data-base põe em discussão as condições mínimas permitidas nas relações de trabalho e o salário real fica a cargo de cada empresa. “O INPC do período está em 6,87% e a negociação leva em consideração toda a estratificação do setor que agrega micro, pequenas, médias e grandes empresas, além do setor de obras públicas, imobiliário e rodoviário”.
O Sinduscon/Pa está oferecendo um reajuste de 10%, o que representa o INPC pleno (6,87%). Além disso, houve aumento em 100% no seguro de vida que passou para 22 mil reais e redução no desconto do vale-transporte que já estava abaixo dos 6% que estabelece a lei. Passou de 3% para apenas 1%.
(DOL)
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