A prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) à Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Belém (CMB), anteontem, acabou municiando a oposição com mais argumentos críticos contra a atual administração da prefeitura. Os vereadores Fernando Dourado (Dem) e Marquinhos (PT) fizeram uma série de questionamentos. O primeiro deles se referia ao atraso das prestações de contas que a prefeitura é obrigada a fazer trimestralmente à Câmara, mas que só agora estava fazendo, e somente referente aos anos de 2008 e 2009, deixando para trás os de 2005 a 2007.
Dourado queria saber, por exemplo, por que a folha de pagamento da Sesma passou de R$ 36 milhões para 52 milhões, do segundo trimestre de 2008 ao quarto trimestre de 2009 – um aumento de 45% - se o único aumento salarial feito pela Sesma foi de 10%, em 2009 “e nenhum hospital ou unidade de saúde foi construído nesse período”.
Ele queria saber também por que, em 2009, ficou um saldo de R$ 7,5 milhões dos recursos federais repassados à farmácia básica para a compra de remédios para os postos e unidades de saúde. “Por que a Sesma não comprou os remédios que faltam nos postos de saúde?”.
O vereador questionou ainda gastos “díspares” como R$ 77 mil para a compra de plaquetas de identificação para o Centro de Zoonoses e somente R$ 14 mil para prevenção de DST/AIDS. Houve ainda a devolução de R$ 281 mil de um convênio sem explicações, segundo o vereador, e gastos de R$ 30 mil somente para manutenção de bomba d’água em três meses, sendo que esses recursos dariam para comprar 10 bombas. Leia mais no Diário do Pará.
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