A Polícia Militar usou spray de pimenta e balas de borracha para tentar dispersar cerca de 800 operários da construção civil que faziam, ontem, piquete na Dom Romualdo de Seixas, no bairro do Umarizal. Várias pessoas ficaram feridas e duas pessoas que participavam do protesto foram detidas. A manifestação fazia parte da greve da categoria, que hoje completa 10 dias.
O incidente foi ocasionado porque os trabalhadores ficaram irritados com um câmera que filmava o piquete de dentro de uma obra. A cada canteiro de obra, os grevistas exigiam a paralisação dos serviços e a mobilização dos operários. Como não conseguiram entrar em contato com o responsável daquela obra, o impasse causou irritação.
“Tem que aparecer alguém da administração. Tem alguém trabalhando aí?”, clamava Rabelo, representante do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Belém (Sticmb), do alto de um carro som. “Isso que você está fazendo é uma afronta”, disse, se dirigindo ao câmera.
Sob vaias e gritos de “puxa-saco” dos manifestantes, o funcionário da construtora foi atingido por uma pedra, como alega o comando da polícia. Os grevistas afirmam que não houve agressão. O Batalhão de Choque da PM, que acompanhava o protesto, reagiu abrindo fogo contra a multidão. Leia mais no Diário do Pará.
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