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Operários começam mais um dia de passeatas

Trabalhadores da construção civil iniciaram mais um dia de passeatas pela capital e região metropolitana. Sem aceitar acordo com a patronal, os operários prometem continuar grevando até que as reivindicações de reajuste salarial e benefícios sejam acatada

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Trabalhadores da construção civil iniciaram mais um dia de passeatas pela capital e região metropolitana. Sem aceitar acordo com a patronal, os operários prometem continuar grevando até que as reivindicações de reajuste salarial e benefícios sejam acatadas pelos empresários do setor.

Na manhã desta quarta-feira (14), um grupo de manifestantes segue em passeata pela avenida Conselheiro Furtado, no trecho entre as travessas 9 de Janeiro e 14 de Março. Na BR-316, os trabalhadores interditaram a pista de sentido Belém-Ananindeua, próximo ao viaduto do Coqueiro. A Padre Eutiquio também foi interditada, no cruzamento com a travessa Mundurucus.

Homens da Rotam e da tropa de choque da PM já estão aguardando a chegada de grevistas na travessa 9 de Janeiro, entre as avenidas José Malcher e Magalhães Barata, onde fica a sede do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Belém (STICMB). Uma assembleia será realizada no local, às 9h.

SEM NEGOCIAÇÃO

As entidades que congregam as empresas da construção civil bateram o martelo: não negociam com os trabalhadores até que cesse o movimento grevista. E de antemão já avisam que não ultrapassarão o limite de 10% de reajuste já oferecido para a categoria, prometendo que vão procurar a Justiça para que a mesma faça valer a liminar conseguida na quinta-feira da semana passada que determina a realização de piquetes a 20 metros dos canteiros de obra o que, segundo os empresários, não estaria ocorrendo.

Lecy Garcia, da comissão de negociação do Sindicato das Indústrias de Construção Civil, lembra que as negociações com os trabalhadores estavam seguindo quando a patronal foi surpreendida com a greve. “Não podemos negociar sobre pressão ou ameaça. Queremos que a situação de normalidade retorne para que as partes possam entrar num acordo”, diz.

REIVINDICAÇÕES

Os grevistas pedem salário-base de R$ 950 para profissionais e R$640 para serventes, cesta básica R$80, plano de saúde e 10% das vagas nas empresas destinadas para as mulheres.

(DOL, com informações da Rádio Clube e Diário do Pará)

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