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Cirurgião é inocentado pelo Conselho de Medicina

Entendendo que não houve, no caso, qualquer infração por erro médico, o Conselho Regional de Medicina do Pará absolveu ontem o cirurgião plástico Alexandre Valente Calandrini de Azevedo. O médico respondeu a processo administrativo disciplinar, instaurado

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Entendendo que não houve, no caso, qualquer infração por erro médico, o Conselho Regional de Medicina do Pará absolveu ontem o cirurgião plástico Alexandre Valente Calandrini de Azevedo. O médico respondeu a processo administrativo disciplinar, instaurado pelo conselho de classe, sob a acusação de que teria contribuído, há cinco anos, para a morte de uma paciente. O fato aconteceu em 2006, quando Roberta Pires Teixeira de Miranda, então com 25 anos, foi a óbito quando era submetida a uma cirurgia plástica reparadora. A família da moça responsabilizou o cirurgião plástico pela morte dela.

O julgamento do processo aberto contra Alexandre Calandrini foi coordenado pela presidente do Conselho Regional de Medicina, Fátima Couceiro, e teve como relatora a médica Nazaré Paes Loureiro. Ontem à noite, o criminalista Roberto Lauria, que patrocinou a defesa do acusado, destacou como aspecto importante da decisão o reconhecimento, pelo CRM, do fato de que Alexandre Calandrini não teve rigorosamente nenhuma culpa no episódio. “O que aconteceu foi um acidente, resultado de uma transfusão equivocada, na qual o cirurgião não foi e nem poderia ser responsabilizado”, afirmou Roberto Lauria.

De acordo com o advogado, o Conselho Regional de Medicina concluiu, ao longo do processo administrativo disciplinar e na análise dos fatos a ele atinentes, que não houve, na conduta de Alexandre Calandrini, rigorosamente nada que pudesse caracterizar erro médico. “Houve, sim, uma trágica fatalidade, pela qual todos nós lamentamos profundamente. Mas o fato é que não houve imprudência, negligência ou imperícia médica”, acrescentou.

Inconformada com a decisão do CRM, a família de Roberta Pires Teixeira de Miranda informou ontem, à imprensa, que ainda acredita na punição da equipe médica que atuou no caso, em julgamento na esfera judicial.

O CASO

O fato aconteceu em 2006, quando Roberta Pires Teixeira de Miranda, então com 25 anos, morreu quando era submetida a uma cirurgia plástica reparadora. (Diário do Pará)

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