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Faustino e Sabino finalmente se unem

O deputado Eliel Faustino (PR) anunciou, no final da tarde de ontem, que desistiu de impetrar recursos para garantir o registro da frente que seria comandada por ele e que atuaria na campanha contra a criação do Estado do Tapajós. A decisão foi tomada ap

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O deputado Eliel Faustino (PR) anunciou, no final da tarde de ontem, que desistiu de impetrar recursos para garantir o registro da frente que seria comandada por ele e que atuaria na campanha contra a criação do Estado do Tapajós.

A decisão foi tomada após uma conversa com o deputado Celso Sabino (PR) e demais deputados do grupo que disputava com Faustino o comando da campanha antiTapajós. O deputado deve assumir a vice-presidência da frente. “Avaliamos que o melhor agora é nos unirmos. A disputa poderia dar a entender que estamos mais preocupados com questões particulares que a batalha que teremos pela frente”, disse Faustino.

A frente liderada por Faustino chegou a ser impugnada pela Justiça Eleitoral, mas ele recorreu por meio de mandado de segurança. Ontem, ele (Faustino) informou que comunicará formalmente ao Tribunal Regional Eleitoral a desistência das ações.

ASSEMBLEIA

O tema da criação dos Estados do Carajás e Tapajós, a partir da divisão do Estado do Pará, está longe de ser debatido em um clima de racionalidade. O que prevalece, até agora, em todos os debates, é o emocional dos participantes. Na sessão especial realizada na Assembleia Legislativa para debater o plebiscito não foi diferente. Muitos discursos acirrados e parlamentares aos gritos pregaram suas teses contra e pró-criação dos dois novos Estados.

O debate foi proposto pelo deputado Raimundo Santos (PR) e contou com a participação dos presidentes das frentes pró e contra Carajás e Tapajós, prefeitos, vereadores, deputados federais, estaduais e outras lideranças políticas.

O deputado federal Joaquim Lira (DEM), presidente da Frente Tapajós, e deputado estadual João Salame (PPS), que preside a Frente do Carajás, defenderam que com 78 municípios o Pará remanescente terá um território menor para administrar. Segundo os parlamentares, o FPE dos três Estados alcançará cerca de R$ 4 bilhões, cada.
Atualmente, o Pará recebe cota de R$ 2.3 bilhões. “Não somos separatistas, defendemos uma estratégia de política de desenvolvimento para as três regiões”, enfatiza Lira Maia. Ele e João Salame foram muito aplaudidos e também rechaçados pela plateia presente ao debate.

Os presidentes das frentes contra o Tapajós, deputado estadual Celso Sabino (PR), e contra o Carajás, deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), foram enfáticos em rebater os argumentos. “Quem estabeleceu este modelo de divisão em que o Pará só ficará com 17% de seu território?”, questionou Sabino. Segundo ele, o mapa apresentado pelos separatistas não respeitou estudo antropológico, sociológico, apenas englobou a parte dos municípios com maior riqueza natural. “Estou convencido que esta proposta é boa para meia dúzia de políticos”, bradou Coutinho.(Diário do Pará)

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