A Comissão Especial de Políticas Públicas sobre Drogas da Câmara dos Deputados (Cedroga) realiza hoje, em Belém, o Seminário Estadual de Combate às Drogas. O objetivo é discutir prevenção ao uso substâncias ilegais, tratamento e acolhimento de dependentes químicos e sua reinserção social. A comissão tem percorrido todos os estados para reunir propostas relacionadas ao enfrentamento deste problema social e propor ao Poder Executivo políticas que contribuam para o combate ao uso de drogas.
Na capital paraense, o evento acontece no auditório do Centro Integrado do Governo (CIG), a partir das 9h. O evento é aberto para a participação da sociedade. Coordenado pela deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA), o seminário vai debater temas como as estratégias para tratamento, requalificação profissional e reinserção social, estratégias de prevenção e políticas públicas de prevenção.
Segundo Elcione Barbalho, que em 1999 foi vice-presidente de uma das mais importantes Comissões Parlamentares de Inquérito da história do parlamento brasileiro, a CPI do Narcotráfico, nas últimas décadas, o uso de drogas tomou proporções que já fugiram do controle público.
RELATÓRIO
Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que no Brasil cerca de 900 mil pessoas são usuárias de cocaína, entre 15 e 64 anos, colocando o país no topo do ranking de dependentes químicos na América do Sul e América Central.
A deputada alertou também sobre o uso do oxi no país, que já se transformou em epidemia. “No Pará, por exemplo, o oxi já responde por cerca de 80% das apreensões de drogas. É a droga da moda na região. Como o oxi é mais barato do que o crack, a tendência é que se torne a droga dominante nas periferias pobres das grandes cidades. Nas ruas de Belém, é comum sentir o cheiro de plástico queimado e combustível que emana dos grupos de usuários da droga”.
O oxi é a versão mais tóxica e mais barata do crack, inclusive, é feito com a mesma pasta de cocaína. No entanto, ela é misturada com produtos químicos mais baratos, como cal virgem e querosene ou gasolina. Por isso, é mais tóxica ao organismo.
O Seminário Estadual de Combate às drogas vai contar com a presença do relator da Comissão Especial, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), dos integrantes da Comissão, deputados Osmar Terra (PMDB-RS) e Pastor Eurico (PSB-PE), além de Cláudio Puty (PT-PA) que é o relator estadual da Comissão.
Além disso, confirmaram presença os secretários estaduais da Saúde, Hélio Franco Júnior; de Segurança Pública, Luiz Fernandes; e de Justiça e Direitos Humanos, José Acreano Brasil Júnior.
Participam do evento entidades que desenvolvem trabalhos sobre drogas no Pará, entre elas, organismos estatais, representantes da classe política, religiosa, empresarial, sociedade civil organizada e população em geral, além de prefeituras do interior do Estado.
SERVIÇO
O Seminário Estadual de Combate às Drogas acontece no auditório do Centro Integrado do Governo (CIG), a partir das 9h. (Diário do Pará)
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