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Fazer exames será mais fácil para as mulheres

De acordo com a secretária adjunta de Saúde do Estado, Rosemary Góes, as unidades de referência em saúde do Estado não utilizam totalmente os exames de prevenção de câncer de colo de útero e de detecção precoce de câncer de mama. “Não estão sendo utilizad

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De acordo com a secretária adjunta de Saúde do Estado, Rosemary Góes, as unidades de referência em saúde do Estado não utilizam totalmente os exames de prevenção de câncer de colo de útero e de detecção precoce de câncer de mama. “Não estão sendo utilizados nem 50% do número de exames de mamografia e ultrassonografia disponíveis. Mesmo existindo, a população não está tendo acesso”, afirmou.

Essa é uma realidade que deve mudar em breve no Pará através do plano de implementação das ações de Atenção à Saúde das Mulheres no Climatério. O plano foi apresentado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). Entre os objetivos, está melhorar o fluxo de encaminhamento das mulheres para a realização dos exames de prevenção do câncer de colo de útero e de detecção precoce do câncer de mama.

Para que isso ocorra, os médicos do Programa Saúde da Família ou médicos generalistas das unidades de saúde vão poder solicitar esses exames, o que hoje só acontece a partir de médicos especialistas. A previsão é que dentro de 30 dias as unidades de saúde já estejam cumprindo as ações.

“Isso vai facilitar, porque será uma etapa vencida no fluxograma, uma a menos para o tratamento”, disse Sílvia Santos, secretária municipal de Saúde.

A medida deve auxiliar a população feminina na prevenção das doenças. “Isso deve diminuir a carência da população, o acesso será maior. Com isso, a pessoa já sai das unidades básicas com o exame agendado”, diz
Rosemary Góes.

A auxiliar de serviços gerais Antônia Oliveira, de 55 anos, está entre as mulheres que acabam sendo vencidas pela burocracia hoje. Ela conta que há três anos não faz preventivo e nenhum tipo de exame ginecológico ou de mama. Ela sabe que é perigoso para a saúde, mas culpa as dificuldades para fazer o tratamento. “Tudo demora muito. E infelizmente eu não tenho tempo para ficar o dia inteiro ou vários dias esperando para fazer os exames. Realmente só venho quando estou mal”, conta.

A aposentada Maria Anésia conta que fez a mamografia semana passada e relata a demora para conseguir fazer os exames. “Demorei mais de mês para conseguir ser atendida por um especialista. Só depois consegui fazer um exame, mas não deu em nada. Eu ainda sinto dores e vou ter que fazer outros exames, agora no fígado, rins. Imagine quanto tempo não vai demorar”, comenta.

“Se funcionar esse programa de atendimento, realmente vai melhorar muito nossa situação”, acredita Antônia. (Diário do Pará)

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