Os projetos de Iniciação Científica da Universidade Federal do Pará, ativos nos anos de 2010 e 2011, estão sendo apresentados ao longo do XXII Seminário de Iniciação Científica. Todos possuem bolsas do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da UFPA. O evento, iniciado nesta segunda-feira, 19, vai até o dia 30 deste mês na UFPA.
“O Pibic é uma iniciativa que tem como foco contribuir para qualificar o ensino de graduação na UFPA. Nessa perspectiva, juntamos os esforços de todas as pró-reitoras da UFPA para tirar o maior proveito das políticas institucionais, e isso possibilitou a expansão do programa Pibic, com a criação do subprograma PIBIC-AF, integralmente financiado pela Proex. Também trabalhamos junto com a Proeg e a Prointer para deslanchar, na UFPA, o programa Ciências sem Fronteiras, que vai levar alunos principalmente do Pibic para estudar nas melhores universidades estrangeiras”, exemplifica o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFPA, professor Emmanuel Tourinho.
O pró-reitor destaca, ainda, as conquistas dos últimos anos em parceria com outras pró-reitoras da UFPA, a Fapespa e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), apoiadores do Pibic. Uma dessas conquistas foi a implantação do subprograma Pibic – Ações Afirmativas, que concede bolsas de Iniciação Científica para alunos da Universidade, os quais se encontram em condição de vulnerabilidade socioeconômica.
Novidades – A partir desta terça-feira, 20, os interessados poderão conferir as apresentações dos 800 projetos de Iniciação Científica da UFPA. Os trabalhos abrangem todas as áreas do conhecimento e acontecerão nos auditórios dos Institutos da Universidade.
Pela primeira vez, o XXII Seminário de Iniciação Científica acontece não apenas no Campus de Belém. Este ano, outros sete campi da UFPA recebem o seminário nestas duas semanas de evento: Bragança, com 49 projetos; Castanhal, com 36 projetos; Marabá, com 29 projetos; Altamira, com 12 projetos; Cametá, com sete projetos; Abaetetuba, com seis projetos; e Tucuruí, com um projeto.
Abertura – Durante a abertura do Seminário, na última segunda-feira, 19, estiveram presentes o reitor da UFPA, professor Carlos Maneschy; o vice-reitor, professor Horácio Schneider; a pró-reitora de Ensino de Graduação, professora Marlene Freitas; o pró-reitor de Extensão, professor Fernando Arthur Neves; o pró-reitor de Administração, professor Edson Ortiz; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Emmanuel Tourinho; o diretor de Pesquisa da Propesp, professor Antônio Vallinoto; e o diretor científico da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fapespa), professor Moacir Macambira.
Duas décadas de história - Em seu discurso, o professor Antônio Vallinoto contou um pouco da história da Iniciação Científica na UFPA. “Há 21 anos, a UFPA deu início ao seu programa de Iniciação Científica. Certamente é indiscutível o avanço qualitativo e quantitativo que o Pibic-UFPA teve nesses anos. Iniciamos, em 1990, com 65 bolsas, e hoje já temos implantadas 911, distribuídas em nove subprogramas geridos pela Propesp”, relembra.
A professora Marlene Freitas e o professor Fernando Arthur Neves aproveitaram a ocasião para parabenizar todos aqueles que fazem parte do programa de Iniciação Científica da UFPA, desde os professores e servidores técnico-administrativos da Propesp, até os estudantes com bolsas de Pibic e seus professores orientadores.
Elemento de transformação - O reitor da UFPA, professor Carlos Maneschy, também parabenizou todos os envolvidos no Pibic e lembrou o papel da ciência no mudo. “Quero lembrar que o que está se comemorando aqui é a Iniciação Científica, que nada mais é do que o elemento libertador do medo humano do desconhecido. Isto é o que faz a ciência: transformar a vida humana e permitir a sobrevivência da espécie. A ciência é a preocupação em compreender como se comporta a natureza, baseada em um processo conhecido como método científico. O que se quer é fazer com que os jovens possam aprender o método com o qual vão fazer da ciência um elemento de transformação de suas próprias vidas”, afirma.
Após a mesa de abertura, os participantes do Seminário puderam conferir a palestra “O Brasil hoje: cidadania e poder na sociedade do conhecimento”, proferida pelo professor da Universidade Federal de São Carlos, Wolfgang Leo Marr.
Premiados - Na ocasião também foram premiados três projetos da UFPA nas áreas de Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. O professor Rômulo Angélica, da Faculdade de Engenharia Química, e o bolsista Marcus Vinicius Silva foram premiados por um projeto que pesquisa a argila da bacia do Parnaíba, no Sul do Maranhão.
Um projeto sobre enzimas antimaláricas, coordenado pelo professor da Faculdade de Química, Cláudio Nahum, e com o estudante Alberto Monteiro Alves como bolsista, foi o agraciado na categoria Ciências da Vida. Já em Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes, os laureados foram a professora Walkyria Silva e a bolsista Kamila Santana, com um projeto que estuda a desmotivação dos alunos do curso de Letras com habilitação em Línguas Estrangeiras, na UFPA. (Ascom UFPA)
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