Fazendeiros e madeireiros de Anapu, na região da Transamazônica, estariam ameaçando servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que fazem trabalho de revisão dos lotes de reforma agrária ocupados por famílias que eram ligadas a Dorothy Stang, a missionária assassinada em fevereiro de 2005 a mando de pecuaristas.
O clima é tão hostil aos funcionários que o procurador da República em Altamira, Cláudio Terre do Amaral, mandou ofício no dia 16 passado à Polícia Federal do município, pedindo que agentes sejam deslocados para Anapu para dar segurança aos servidores públicos até o término do trabalho. A revisão nos lotes foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF).
O problema das constantes invasões de madeireiros em Anapu já está sendo acompanhado pela PF, que ano passado instaurou um inquérito a pedido do MPF para investigar os responsáveis pelo assédio aos agricultores para retirada ilegal de madeira de terras da União.
Além disso, outras medidas foram tomadas pelo Incra para dar mais segurança aos assentados que não querem permitir o desmatamento: foi instalada uma guarita na estrada que leva ao PDS Esperança e isso tem impedido a entrada de madeireiros.
O prefeito de Anapu, Francisco de Assis dos Santos Sousa, chegou a enviar um ofício recentemente ao presidente do Incra apontando a situação de insegurança: “Nós, que somos autoridade deste município, não podemos nos responsabilizar por sua segurança”.
(Diário do Pará)
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