A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa) completa 60 anos de fundação e dá início hoje aos festejos do aniversário com a realização do 1º Encontro de Produtoras Rurais do Pará. Organizado pela Comissão de Produtoras Rurais da entidade, o evento acontece a partir das 9h, na sede da Faepa, o Palácio da Agricultura, reunindo produtoras rurais e empresárias do setor.
O presidente da Faepa, Carlos Fernandes Xavier, destacou ontem que o encontro visa valorizar a participação da mulher também no setor agropecuário. “O sindicato rural, através de cursos e palestras, trabalha vários temas que procuram realçar a importância crescente da mulher na sociedade moderna, reforçando suas competências e habilidades para enfrentar os novos desafios”, afirmou. Entre os temas que são objeto dos cursos e palestras, segundo ele, figuram a sucessão familiar, a gestão da propriedade e sindicalismo, entre outros.
Entidade de classe fundada em 21 de setembro de 1951 e associada à Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Faepa busca defender os interesses dos produtores rurais e propor alternativas para as atividades agropecuárias, com vistas à melhoria da qualidade de vida e geração de emprego e renda para o setor.
Hoje, a federação está à frente de uma estrutura com forte ramificação em todo o Pará, composta de 128 sindicatos rurais. A atividade agropecuária tem participação expressiva e crescente no Produto Interno Bruto (PIB) do Pará e é a principal responsável pela geração de emprego e renda no Estado. “Enfrentando problemas e superando desafios, o produtor rural do Pará vem construindo uma história grandiosa”, comemora Xavier.
Um desses desafios é conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação da natureza, recorte que também será abordado no encontro. Além de uma palestra do economista Armando Soares sobre a questão ambiental na Amazônia, a Faepa fará a apresentação do Programa Paraense de Governança Climática para uma Economia de Baixo Carbono.
O programa, conforme esclarece Carlos Xavier, tem como objetivo o desenvolvimento de políticas e programas de baixo carbono, inserindo o Pará num nicho internacional de negócios que, até 2020, deverá movimentar em todo o mundo um fluxo de capitais que pode chegar a US$ 1,5 trilhão.
ECONOMIA DE BAIXO CARBONO
Dentro da programação de aniversário, a Faepa lança o Programa Paraense de Governança Climática para uma Economia de Baixo Carbono, para o desenvolvimento de políticas e programas de baixo carbono. (Diário do Pará)
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