Dez multas aplicadas em menos de cinco minutos. O que parece ser o trabalho de uma blitz é apenas a atuação solitária de Isaías Reis, coordenador de operações de trânsito da Companhia de Trânsito de Belém (Ctbel). Nesta que é a Semana Nacional do Trânsito, por cerca de duas horas na tarde de ontem, a equipe de reportagem do DIÁRIO acompanhou o coordenador pelas ruas de Belém. Flagrantes de desrespeito e as maiores irregularidades cometidas por motoristas, motociclistas e pedestres mostram por que o trânsito de Belém é tão problemático.
Foram 36 multas aplicadas durante quase duas horas. Todas devidamente comprovadas. A maior parte delas em razão da infração campeã nos registros na capital: motociclistas trafegando sem capacete. “É como eu disse outro dia, falta de ciência não é”, avaliou Isaías Reis.
O coordenador apontou a rua Barão de Igarapé-miri, no bairro do Guamá, como um exemplo prático dos abusos cometidos por motoristas e principalmente motociclistas. Em menos de 5 minutos, ele aplicou 10 multas, todas contra condutores de motos que não usavam o capacete. Uma das multas foi o flagrante de um mototaxista tentando encobrir o número da placa da moto.
Outra multa foi um mototaxista que transportava outras duas pessoas. Ninguém usava capacete. “Nesse tipo de situação, são três multas. O não uso de capacete pelo condutor e pelo passageiro e o excesso de lotação”, explicou Reis.
As irregularidades praticadas no local, boa parte delas por mototaxistas, colocam em risco não somente a vida dos condutores, como dos passageiros e pedestres. Avanço de sinal vermelho e ultrapassagem de veículo parado em semáforo são algumas das situações corriqueiras presenciadas e devidamente anotadas no talão de multas do coordenador de operações de trânsito da CTBel. “E tem quem chame a CTBel de ‘fábrica de multas’. Se fôssemos registrar todas as irregularidades que vemos diariamente, aí sim poderiam chamar a CTBel dessa maneira”, afirma Reis. Leia mais no Diário do Pará.
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