A Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom) do Hospital Universitário João de Barros Barreto já está concluída, com equipamentos prontos para operação. Só depende de um convênio entre a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Universidade Federal do Pará, que administra o hospital, para iniciar o funcionamento. A Sespa deverá contratar pessoal especializado para trabalhar na unidade, que poderá realizar até 40.500 sessões de radioterapia por ano. A previsão da direção do hospital é que o serviço seja oferecido à população dentro de no máximo dois meses.
A Unacom do Barros Barreto é tema de uma sessão especial proposta pelo vereador Fernando Dourado (DEM) e que será realizada no dia 19 de outubro na Câmara Municipal de Belém (CBM). O vereador quer saber o destino dos equipamentos de combate ao câncer cedidos ao Hospital Barros Barreto pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) em 2004, e sobre a conclusão do centro de tratamento de câncer.
Para o vereador, os equipamentos já deveriam estar em funcionamento e atendendo a população paraense. Ele afirma que em 2002, ao assumir a Sespa, recebeu a visita de técnicos do Inca para implantar no Estado o projeto Expande. O objetivo do projeto do Governo Federal era ampliar a rede de atenção aos pacientes portadores de câncer no Pará e em outros estados do país.
O vereador afirma que na época a proposta do Inca era implantar dois Cacon - Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia. “Nós negociamos para que fosse implantado e o governo do Estado deveria mostrar-se interessado, pois o Inca daria os equipamentos e o governo, as obras. Seria necessário garantir os centros e mais o pessoal necessário para a atividade”, recorda.
Na época, segundo Dourado, foi acordada a criação de três centros - um em Marabá, para atender o sudeste do Pará, um em Santarém, para atender o oeste do estado, e o terceiro em Altamira, que serviria a região da Transamazônica. Belém não foi contemplada porque já tinha o hospital Ophir Loyola, que na verdade representava dois Cacon, dada a sua capacidade de atendimento. “Nós ficaríamos (com o atendimento) bastante distribuído”, diz Dourado. Leia mais no Diário do Pará.
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