Estimular a cadeia produtiva do leite de bubalino é um dos objetivos do Torneio Leiteiro de Búfalas, realizado durante a 45º Feira Agropecuária do Pará (Expopará), que encerra amanhã, no Parque de Exposições do Entrocamento, em Belém. O Torneio Leiteiro aconteceu durante quatro dias, quando 15 búfalas de quatro criadores foram ordenhadas duas vezes ao dia para a medição de seu índice de produção de leite.
Segundo o zootecnista Gerson Mota, da coordenação do torneio, a qualidade do leite de búfala produzido no Pará está no mesmo nível da produção italiana, país que fabrica a mozarela de búfalo mais famosa do mundo, e isso é um dos elementos mostrados nesse torneio. “Nós podemos produzir em quantidade suficiente para nos tornarmos referência em produção de derivados do leite de búfala no mundo”, afirma Gerson.
O torneio também serve para identificar os melhores animais para produção de leite dentre os participantes. Isso é muito importante para o melhoramento do rebanho como um todo, já que esses animais com melhores características serão usados para reprodução. “É uma maneira de fazermos o melhoramento genético do rebanho”, explica Gerson.
Diferencial – O leite de búfala é muito apreciado não apenas por seu sabor, um pouco mais adocicado, mas também por suas qualidades nutricionais, superiores em muitos aspectos ao leite de vaca. O leite de búfala possui, em média, 30% a mais proteínas, 20% a mais de vitamina A e um teor mais elevado de minerais, especialmente o cálcio.
O Brasil possui o maior rebanho bubalino do ocidente, com cerca de três milhões de cabeças. Entre os estados brasileiros, o Pará é o que mais se destaca com mais de 500 mil cabeças, concentradas, sobretudo, na Ilha do Marajó. (DOL com assessoria)
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