plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Diabetes exige alerta contínuo

“A diabetes é como se fosse uma luz apagada, que vai acendendo aos poucos. Até que um dia fica totalmente iluminada”. Essa é a frase que o endocrinologista Francisco Pedrosa, especialista em diabetes, usa para exemplificar como se desenvolve a doen

twitter Google News

“A diabetes é como se fosse uma luz apagada, que vai acendendo aos poucos. Até que um dia fica totalmente iluminada”. Essa é a frase que o endocrinologista Francisco Pedrosa, especialista em diabetes, usa para exemplificar como se desenvolve a doença, que leva a um aumento excessivo de açúcar no sangue. E conta as três coisas que podem acender a lâmpada: a obesidade, o sedentarismo e a preocupação.

“Quem tem diabetes já nasce com ela. É hereditária e cedo ou tarde ela vai se manifestar”, afirma o especialista. O primeiro passo para identificar se alguém está nesse grupo é medir a taxa de glicose.
A diabetes é causada pela falta das células L encontradas no intestino. São elas que produzem substâncias incretinas que levam à produção de insulina, hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue).
A doença é silenciosa e não há como se escapar dela. Muitos só descobrem que são portadores já em estágio avançado. O diabético corre o risco de ter insuficiência renal, amputação dos membros inferiores, cegueira e problemas no coração que podem levar ao infarto - umas das principais causas de morte relacionadas a diabetes.
Mas é uma doença que pode ser controlada. E a única maneira é a prevenção. Para evitar complicações, é preciso cortar o açúcar, comer menos carboidratos e fazer exercícios. Como a doença é hereditária, quem tem casos de diabetes na família deve ficar atento e se prevenir. Quem é obeso ou chegou aos 40 anos, deve fazer o teste para medir a taxa de glicose no sangue.
Algumas pessoas sabem que podem desenvolver a diabetes, mas mesmo assim preferem não se preocupar com isso. Como é o caso da pedagoga Graci Fares, de 57 anos, que descobriu ter a doença há três anos. “Meu pai e avó tinham. Minha irmã tem. Eu sabia que um dia ia ter, por isso, eu achava que tinha que aproveitar e comia de tudo mesmo! Não sabia que quanto antes me cuidasse, mais retardaria o aparecimento e também poderia e evitar vários problemas”.
Como a irmã fazia o teste de glicose todos os dias, após um almoço em família decidiu fazer o teste em Graci. O resultado foi 254. “Estávamos de férias e saímos de lá direto para o médico. No início do tratamento, sofri muito, por causa da reeducação alimentar, mas hoje me sinto bem.”
A pedagoga revela que apresentava alguns sintomas. “Sentia muita sede, suava muito e tinha cansaço muito grande”, revela. Boca seca o tempo todo é sinal de alerta. Quando a sede não passa, mesmo após beber muita água, é um sinal de diabetes. Mas existem outros: fome exagerada, emagrecimento, urina em excesso, cansaço, dores nas pernas, machucados que não cicatrizam, visão embaçada. Mesmo para quem não tem nenhum desses sintomas, é indicado fazer um exame de sangue para medir a glicose uma vez por ano.
600 MIL
De acordo com o diretor executivo da Casa do Diabético de Belém, Rubilar Neves, em todo o Pará existem cerca de 600 mil pessoas com diabetes, mas a metade não sabe disso. Dona Zoleide Ribeiro, de 68 anos, descobriu que tinha diabetes aos 56 anos. Ela conta que tomava os remédios, mas não tinha uma alimentação balanceada e também não tomava nenhum cuidado com os pés. “Um dia bati meu o dedo do pé e não senti. Tentei curar em casa, mas não sarava. Procurei um médico e me disseram que teria que amputar os dedos. Meus filhos me falaram para procurar outro médico. Dessa vez ele disse que não precisaria amputar, mas que era preciso tomar cuidado. A partir daí redobrei os cuidados”, conta. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!