Aproximadamente 20 mil pessoas da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) de Belém participaram ontem da 10ª edição da Parada Gay, que este ano teve como tema “Educação e cidadania: por uma escola sem homofobia”.
O ato iniciou com caminhada, que partiu por volta das 12h da avenida Doca de Souza Franco com a rua Antônio Barreto - puxada pelo gigantesco trio elétrico da organização, vestido com a bandeira multicolorida do movimento. O trio e a multidão passaram pela Marechal Hermes e foram até a Praça da República. Depois, a parada partiu para a praça Waldemar Henrique, onde a partir das 17h30 aconteceu a festa, com performances de drag queens e shows musicais.
Frequentador do evento, Denílson Carvalho Pinheiro, 21, achou que este ano a parada esteve mais pacífica e organizada. “Achei mais tranquilo, e o que me chama atenção na parada é a democracia. É essencial termos liberdade e respeitarmos uns aos outros. Tenho amigos homossexuais e os respeito e apoio”.
A diferença na Parada Gay 2011 foi sentida também por Bruno Costa Santos, 22 anos. “Estou me divertindo em paz, estou vendo mais policiamento aqui. A parada é um evento sério que ajuda a diminuir a discriminação”.
Segundo o encarregado do Guarda Municipal Erlon, o número de ocorrências foi considerado baixo. Foram oito furtos registrados. “Estamos contendo brigas até o momento”, enfatizou o policial.
Organizado pelo Grupo Homossexual do Pará (GHP) e pela organização não-governamental Cidadania, Orgulho e Respeito (COR), a Parada Gay teve o apoio do governo do Estado e do Ministério da Saúde, além de entidades como o Sindicato dos Psicólogos do Pará (Sindpsi), representado por Lúcia Lima: “Apoiamos a luta contra a homofobia e eu, como profissional, defendo a educação como forma de informar e orientar desde a infância para aceitação das diferenças e da diversidade”.
“Os políticos foram intolerantes ao vetar o kit anti-homofobia criado pelo MEC. Nós somos uma minoria e precisamos ter direitos iguais aos de todos”, ressaltou Rui Guilherme, do movimento LGBT estadual.
(Diário do Pará)
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