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Fascículo da série destacou danças paraenses

Exprimir sentimentos, seduzir, celebrar. A dança, que é uma das sete artes e fascina por misturar elementos sensoriais e culturais, no Pará é parte importante da cultura e, por isso, ganhou destaque no 5º fascículo da série Orgulho do Pará, que trouxe est

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Exprimir sentimentos, seduzir, celebrar. A dança, que é uma das sete artes e fascina por misturar elementos sensoriais e culturais, no Pará é parte importante da cultura e, por isso, ganhou destaque no 5º fascículo da série Orgulho do Pará, que trouxe este domingo como tema a origem, história e a tradição dos ritmos paraenses.

Os novos cadernos da série Orgulho do Pará vêm sendo encartados nas edições dominicais do DIÁRIO há cinco semanas - e a cada uma vem abordando temas diversos. Fauna e flora, artesanato, folclore e festas paraenses foram os temas já abordados. Crenças e religiões no Pará serão o tema do último fascículo, a ir para as ruas no próximo domingo, 2 de outubro.

CORPO E TERRA

“Trabalhar com o corpo é difícil, conectar a alma às suas articulações, extremidades é uma tarefa que exige concentração. Para dançar, não basta mover o corpo, mas mover-se de acordo com uma gama de significados que são atribuídos aos gestos”, diz Flávia Soares, 22, coreógrafa, dançarina e pesquisadora, expressando toda a paixão que tem pela arte.

“Quando vi o caderno fiquei encantada, apesar de ser uma estudante das artes do movimento corporal e ter minha pesquisa voltada para danças regionalistas, não conhecia muitas das histórias sobre as danças típicas do Pará”, admite a estudante de educação física, que é mineira e mora há um ano e meio em Belém. “Não sou paraense, mas tenho orgulho de estar no Pará” brinca Flávia.

Mas para admirar e apreciar essa vertente cultural não é preciso ser necessariamente um estudioso como Flávia. A garçonete Cida Pereira, que trabalha em um bar da movimentada ilha de Outeiro, diz que vê muitos dançarinos durante o expediente e, apesar de não dançar, gosta de observar. “Acho bonito, e fazer um caderno contando os detalhes é interessante para mostrar nossa cultura a quem não a conhece” comentou.

Histórias sobre as raízes folclóricas do Carimbó, Lundu, e Xote Bragantino dividem as páginas com a revolução cultural do tecnomelody, vertente ultramoderna do brega, outro ritmo que caiu nas graças dos paraenses.

Para Roberta Serrão, 26, administradora, os ritmos tradicionais são mais que sons e gestos, mas pontes que transportam para a infância. “Quem não relembra instantaneamente das festas no colégio quando ouve um carimbó?”, diz Roberta, que também não descarta um bom “bregoso” para as horas de diversão. “Não tem coisa melhor que dançar um brega coladinho e suado, na beira da praia do Farol lá em Mosqueiro. Não tem mesmo! Isso sim é ser paraense” arremata Roberta, aos risos. (Diário do Pará)


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