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Correios: greve continua por tempo indeterminado

A possibilidade de não receber os dias parados não intimidou os trabalhadores dos Correios no Pará. Às 17h de hoje (26), os funcionários realizarão uma assembleia na frente da sede dos Correios, na avenida Presidente Vargas, reunindo cerca de 250 trabalh

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A possibilidade de não receber os dias parados não intimidou os trabalhadores dos Correios no Pará. Às 17h de hoje (26), os funcionários realizarão uma assembleia na frente da sede dos Correios, na avenida Presidente Vargas, reunindo cerca de 250 trabalhadores.

Segundo Paulo André, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Pará (Sincort-PA), a greve continua até que haja um acordo em Brasília. Ele conta que a greve abrange cerca de 85% dos operacionais na Região Metropolitana e cerca de 75% nas grande cidades do interior.

“Vamos informar que estamos entrando com uma ação na justiça para que seja garantido o pagamento dos dias parados este mês, até que o sindicato e o governo cheguem a um acordo”, afirmou Paulo André. Segundo ele, o governo se recusa a negociar enquanto a categoria estiver parada.

DESCONTO

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje que os Correios não negociarão com os trabalhadores em greve o pagamento dos dias parados. Segundo o ministro, quase 80% da categoria já retornaram às atividades normais. A entidade que representa os funcionários em todo o país, contudo, garante que, de acordo com o último balanço, pelos menos 75% dos 107.940 trabalhadores aderiram à paralisação, iniciada no dia 14.

“A notícia que eu tenho é que aproximadamente 18% dos trabalhadores estão em greve. Lamentamos. Fizemos uma proposta que a categoria aceitaria [desde que fossem feitas algumas alterações], mas eles querem que paguemos os dias parados e isso nós não temos condições de fazer”, disse Paulo Bernardo ao participar da assinatura de um acordo de cooperação entre a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e a Associação das Rádios Públicas do Brasil (Apurb), em Brasília.

Segundo o ministro, a direção dos Correios pode descontar os dias parados de forma parcelada a fim de amenizar a situação dos grevistas. Ele, no entanto, garantiu estar fora de cogitação anistiar os trabalhadores que aderiram à paralisação. “Não temos condições de acatar essa sugestão. Não podemos fazer um acordo para pagar os dias parados. Até porque, mais de 80% dos trabalhadores estão na ativa, fazendo as coisas funcionar normalmente.”

(DOL, com Agência Estado)

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