Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Coração, celebrado nesta quinta-feira (29), a Santa Casa faz programação para pacientes e usuários, alertando sobre os males do coração. As doenças cardiovasculares são as que mais matam em todo o mundo. Somente no Brasil, são cerca de 300 mil mortes por ano. Quase sempre uma pressão ou dor no peito avisam que algo não está bem.
A cardiologista da Santa Casa Elizabeth Caetano diz que este ano a campanha – cujo tema é “Um mundo, um lar, um coração feliz” – está focada na família. A Federação Mundial do Coração aponta quatro ações de prevenção: proibir o fumo em casa; deixar a casa com opções de alimentos saudáveis; ter uma vida ativa; e saber números e medidas.
Líderes mundiais em saúde reconhecem a urgência de priorizar a prevenção e o controle de doenças cardiovasculares. “Aqui na Santa Casa sempre alertamos nossos usuários a terem uma vida mais saudável, longe dos alimentos ricos em gorduras, fumo e excesso de bebidas alcoólicas. É importante manter a prática de exercícios físicos e a família como parte mais importante na vida de todos”, reforça.
A cardiologista destaca ainda que, dentre os males que afetam o coração, a doença arterial coronariana é uma das mais prevalentes na população brasileira. O estreitamento das artérias coronárias, causado por depósitos de gordura nas paredes internas, reduz o fluxo de sangue para o coração e aumenta os riscos de bloqueio da artéria por um coágulo, que pode levar a um ataque cardíaco, infarto agudo do miocárdio e até à morte súbita.
A doença se manifesta de quatro formas. A angina estável costuma ser o primeiro sinal da doença. É quando se sente dor durante o esforço físico. Costuma melhorar com o repouso. Se a doença progride, é comum ocorrer a angina instável, o pré-infarto, que se manifesta sem nenhum esforço físico. A dor pode ser sentida escovando os dentes, almoçando ou até mesmo em repouso.
Uma semana antes do infarto a mulher pode sentir cansaço e dores nas costas e peito. O infarto agudo ocorre quando a dor é sentida em repouso por mais de 30 minutos. Essa dor significa que o vaso está totalmente bloqueado e não está mais recebendo sangue. Neste caso, o paciente precisa ser levado ao hospital imediatamente.
Elizabeth Caetano explica que não é a gordura que bloqueia a artéria, e sim o coágulo de sangue, que se forma quando as placas fibrosas da artéria se rompem, por causa do excesso de gordura. Para evitar que o pior aconteça, é comum o uso de medicamentos como os vasodilatadores ou os betabloqueadores, que agem diminuindo os batimentos cardíacos para que o órgão consuma menos oxigênio, que é transportado pelo sangue.
Quando as artérias estão seriamente bloqueadas, duas técnicas podem ser feitas para que o coração volte a receber o sangue e o oxigênio necessários para continuar trabalhando: a angioplastia e a cirurgia cardíaca, em que artérias do tórax, do abdome, do braço ou as veias das pernas (safenas) são usadas para criar desvios ao redor das áreas de bloqueio nas artérias do coração. (Ascom Santa Casa)
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