Rim, coração, fígado, córnea. “Até o sangue”. Basília Lopes dos Santos, 75 anos, faz um inventário dos órgãos e tecidos doados pelo filho Ocimar, morto no dia 18 de abril de 2011. “Ele foi doador em vida”, diz ela, cerca de meia hora antes de ver o marido Benedito receber uma medalha no Hospital Ophir Loyola. A condecoração foi uma homenagem feita pelo hospital às famílias de doadores na data em que se comemora o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. Um 27 de setembro em que 14 familiares de doadores encontraram-se para partilhar histórias, emoção e um pouco de sentido na morte de um parente morto.
“Meu filho caiu de uma escada de quatro metros. Bateu a ‘fronte’. Foi para o hospital no dia 16 de abril e no dia 18 morreu”, conta Basília. No dia do acidente do eletricista Ocimar, Basília estava internada para fazer uma cirurgia nos olhos. “Eu estava na sala de operação e de repente minha pressão subiu muito. Não operei. Quando cheguei em casa, soube da queda do meu filho. Foi muito triste”, diz ela. Leia mais no Diário do Pará.
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