Autoridades japonesas informaram aos parentes de Érika Inomata, 34 anos, que o corpo da santarena havia sido encontrado, a mais de 40 quilômetros do local de onde ela desapareceu, dentro do rio Fujikawa, nas proximidades da cidade de Fuji. Ela havia desaparecido após cair de uma ponte, quando tentava chegar à fábrica em que trabalhava, durante a passagem do tufão Roke.
As buscas duraram quase uma semana e o corpo foi achado na última terça-feira, mas a confirmação da identidade da vítima só aconteceu ontem. O incidente com a brasileira aconteceu no dia 21 e, segundo informações divulgadas pelo Itamaraty, o corpo de Erika estava muito deformado Por isso, seu irmão foi a um hospital para a realização de exame de parentesco por coleta de DNA.
Familiares informaram que depois do resgate, o corpo de Érika será cremado no Japão, na província de Yamanashi, para em seguida as cinzas serem encaminhadas para parentes que moram em Santarém, no Pará.
Em um site de relacionamento, a estudante Sâmara Inomata Alencar, 17 anos, filha de Érika, declarou que não chegou a conhecer a mãe biológica, mas que sua imagem ficará guardada para sempre em sua memória. “É muita tristeza, eu tinha muitas esperanças”, lamenta a estudante. Sâmara lembra que para conseguir mais detalhes do desaparecimento de sua mãe biológica, procurou informações na internet, principalmente em sites de relacionamento.
Membros da comunidade japonesa e a população de Santarém lamentaram a morte de Érika Inomata. Várias foram as manifestações de pesar e de solidariedade da comunidade santarena à filha e aos demais familiares de Érika.
Erika saiu de Santarém aos 17 anos em busca de emprego. Depois de se mudar para o Japão com os tios, não voltou ao país e contatava a família raramente por dificuldades financeiras, segundo Sâmara, que vive com família adotiva no Brasil. Erika ainda deixa dois filhos, de 6 e 8 anos, que estavam de férias no Brasil. (Diário do Pará, com informações de agência)
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