Deusa Prestes, 67, observou toda a mudança do Canal do Galo, no bairro do Telégrafo, em Belém. Do igarapé de água potável em que nadou e navegou na infância até a transformação algumas décadas depois em um esgoto a céu aberto. “Aqui era bonito que só vendo. A água era boa de beber e pescar. Hoje vive assim, cheio de lixo e mosca”, lamenta a moradora.
Em 1995, o local foi incluído na macrodrenagem da Bacia do Una, obra de saneamento urbano que abrangeu 17 canais que cortam 20 bairros da capital paraense. O que parecia a salvação da área, sujeita a constantes alagamentos, não durou pelo descaso do poder público.
Considerada a maior reforma urbana da América Latina, envolvendo na época, final da década de 1980, investimento de US$ 306 milhões advindo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a macrodrenagem da Bacia do Una é alvo constante de críticas dos moradores, que solicitaram a intervenção do Ministério Público para que fossem cumpridas as etapas previstas na agenda do projeto relativas à manutenção da rede pluvial, de esgotos e complementação das obras. Em 2008, foi expedida uma Ação Civil Pública Ambiental, que tramita na 2ª Vara Cível à espera de julgamento. Leia mais no Diário do Pará.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar