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Governo quer fazer inclusão pela música

Representantes da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a deputada Simone Morgado (PMDB) estiveram ontem em Bragança para visitar núcleos de produção musical, com intenção de investir em inclusão social através das instituições. A comitiva composta

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Representantes da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e a deputada Simone Morgado (PMDB) estiveram ontem em Bragança para visitar núcleos de produção musical, com intenção de investir em inclusão social através das instituições.

A comitiva composta pelo diretor artístico do Theatro da Paz, Gilberto Chaves (representando o secretário Paulo Chaves), pelo gerente de música da Orquestra do Theatro, Augusto Ó de Almeida, e pelo maestro da Orquestra do Theatro da Paz, Miguel Campos Neto, começou as atividades visitando o Instituto Aurimar Monteiro de Araújo (Ama), onde foi recebida pela deputada Simone Morgado e pelo vice-prefeito de Bragança, Américo Sarmento, que aguardavam a equipe do Estado juntamente com os diretores e os alunos da instituição.

O diretor do instituto, Aurimar Araújo, relatou as condições difíceis enfrentadas para manter a escola de música e luthieria que atende a mais de 480 alunos. “Sobrevivemos com o apoio de R$ 1,5 mil da Prefeitura de Bragança e mais R$ 700 de patrocínio da iniciativa privada”, explicou Aurimar.

Uma coisa chamou a atenção dos visitantes: o entusiasmo das crianças pela música, sem que haja nenhum outro atrativo, sequer merenda ou apoio para transporte.

Ao final da visita, o grupo de violão apresentou “Trenzinho Caipira” (Heitor Villa Lobos); o grupo de sopro tocou “Carinhoso” (Pixinguinha); e o grupo de cordas interpretou “Asa Branca” (Luiz Gonzaga).

A comitiva visitou depois o grupo Rabecas de Bragança, composto por 11 músicos iniciados pelo Ama. Lá, a grande surpresa foi a descoberta de Geisiane Costa dos Santos, que toca violoncelo no grupo e que contou ter tido apenas uma semana de aula com o violoncelista Diego Carneiro. “É quase inacreditável que alguém tire um som como esse de um violoncelo com apena uma semana de aula”, surpreendeu-se Gilberto Chaves.

A sede da banda Cantídio Gouveia, a popular ‘Furiosa’, também esteve no roteiro e apresentou uma série de dobrados típicos das bandas de fanfarra. Após assistir à apresentação dos três núcleos, Gilberto Chaves falou sobre a intenção da Secult. “Nossa intenção é promover inclusão social através da música, por isso estamos fazendo essa avaliação preliminar. É uma questão de tempo para que façamos um investimento neste sentido aqui em Bragança. Esta é a intenção do secretário Paulo Chaves”. (Diário do Pará)

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