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Adolescente assalta e faz dois reféns

Um adolescente de 15 anos, mas com a fisionomia de 30, devido, segundo ele, ao alto consumo de drogas, fez uma odisseia ao tomar de assalto um taxista no bairro de Águas Brancas. A vítima ficou refém por um tempo. O adolescente conseguiu fugir após o cerc

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Um adolescente de 15 anos, mas com a fisionomia de 30, devido, segundo ele, ao alto consumo de drogas, fez uma odisseia ao tomar de assalto um taxista no bairro de Águas Brancas. A vítima ficou refém por um tempo. O adolescente conseguiu fugir após o cerco da polícia, mas, se sentindo cercado novamente, fez uma segunda vítima refém, desta vez no bairro do Jaderlândia, em Ananindeua.

Toda a trama foi acompanhada pelo DIÁRIO. O jovem contratou um taxista na rua 2 de Julho, no bairro das Águas Brancas, em Ananindeua, pagando antecipado a corrida até o bairro do Coqueiro. “Eu não desconfiei de nada, até porque ele pagou antecipado R$25,00”, disse o taxista na Seccional da Marambaia.

Quando chegou à rodovia BR-316, o passageiro, que estava no banco de trás, anunciou o assalto, apontando um revólver calibre 38 com duas munições para a cabeça do taxista. Temendo o pior, a vítima diminuiu a velocidade e se jogou do carro em movimento, deixando o infrator, que esperou o carro bater em uma calçada e saiu em fuga.

CAPTURA
O taxista pediu socorro e conseguiu chegar até o carro, Com ajuda de um vigilante, foi informado do paradeiro do adolescente. Duas viaturas da polícia foram acionadas e conseguiram localizar o rapaz. Na tentativa de abordá-lo, ele acabou fazendo o segundo refém.

A vítima saía de casa, na rua Tapajós, na invasão do Açaizal, em Ananindeua, quando o infrator caminhava com uma latinha de cerveja na mão e pediu um copo com água. “Não deu tempo de me virar, ele já estava com a arma na minha cabeça e a PM cercando ele”, informou o segundo refém, que pediu para não ser identificado.

NEGOCIAÇÃO
O tenente Eder Santos, oficial interativo da 5ª Zona de Policiamento, foi o negociador com apoio do sargento Tavares, cabo F. Vieira e soldado Marcos Araújo. Sem dar chance de estender a crise, apenas cederam o colete à prova de balas e um celular para o rapaz falar com a família. “Garanti a ele que, após falar com a família, ele teria que se render e ele cumpriu a palavra”, afirmou o tenente Eder Santos. O caso foi levado à Seccional Urbana da Marambaia e depois encaminhado à Divisão de Atendimento à Criança e ao Adolescente. (Diário do Pará)

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