O superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Pará, José Américo Boução Vianna, anunciou ontem a adoção de dois procedimentos simultâneos para apurar a perda de 1.376 toneladas de feijão, que se estragaram nos armazéns da empresa em Ananindeua, Marabá e Santarém. Uma comissão de sindicância, já instaurada, vai apurar responsabilidades quanto a possíveis erros de gestão na guarda e conservação do produto estocado. Ao mesmo tempo, uma auditoria técnica vai avaliar, inclusive sob o aspecto climático, os parâmetros da armazenagem de alimentos na região.
José Américo Vianna confirmou que uma primeira análise, feita pelo laboratório da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), concluiu pela desclassificação do feijão estocado nos armazéns de Ananindeua.
O alimento deveria ser destinado à composição de cestas básicas fornecidas pelo governo a grupos sociais em risco alimentar, como quilombolas e sem-terra. A distribuição atrasou, segundo Vianna, por causa das restrições impostas no ano passado pela legislação no período eleitoral. (Diário do Pará)
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