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Primeira prova de fogo do Pórtico Metrópole

Passada a euforia da inauguração do Pórtico Metrópole, passarela construída na rodovia BR-316, ontem a obra teve sua prova de fogo. O primeiro dia útil expôs a passarela ao fluxo médio de dois mil pedestres por hora, segundo estimativas da Companhia de Tr

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Passada a euforia da inauguração do Pórtico Metrópole, passarela construída na rodovia BR-316, ontem a obra teve sua prova de fogo. O primeiro dia útil expôs a passarela ao fluxo médio de dois mil pedestres por hora, segundo estimativas da Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel).

Localizada no km1 da rodovia, a obra foi planejada para melhorar a fluidez do tráfego e garantir segurança aos pedestres. Ainda segundo a CTBel, a rodovia recebe 70 mil veículos diariamente. A combinação de multidão e tráfego intenso não poderia ter outro desfecho. Em 2010, ocorreram 147 acidentes e 19 atropelamentos na BR-316, segundo levantamento do Departamento de Trânsito do Pará (Detran).

“Mal dava tempo para atravessar, o sinal fechava logo. E era tanta gente na hora do almoço e no final da tarde querendo cruzar a pista que tinha gente que aproveitava para roubar”, relembra Lídia Baldez, 84. Para quem estava acostumado com a correria e empurra-empurra que era atravessar a faixa de pedestres na rodovia, o pórtico virou até ponto turístico. “Vim passear, tá bom agora. Subo de escada rolante, dá pra ver a vista”, conta a aposentada, ao lado da filha.

PROJETO

O projeto conta com dois blocos de acesso (um ao lado de uma loja e outro ao lado de um shopping), uma passarela e uma torre de sustentação. Dotado ainda de escadas rolantes e elevadores, o pórtico é apontado pelos usuários como um avanço. “A obra é boa. Não tive que subir escadas, a passarela é ampla. Ideal para cadeirantes ou pessoas com dificuldade de andar”, diz o portador de necessidades especiais Paulo Moraes.

Contudo, mesmo após os quase quatro anos para a construção do projeto e os investimentos na ordem de R$ 9.4 milhões, ainda são apontados alguns problemas estruturais. “A passarela não ajuda o ciclista. A gente tem que fazer muito esforço para passar com a bicicleta na rampa”, diz o autônomo João Barroso, 46.

Não foi difícil achar flagrantes de pedestres arriscando a travessia na rodovia, a apenas alguns quarteirões de distância da passarela. No km2, os motoristas se compadecem de um casal no canteiro graças ao visível barrigão de oito meses de gravidez da dona de casa Helen Paz.

“Estávamos esperando uns 20 minutos para atravessar. É ruim, mas por aqui não tem semáforo”, diz. Se fossem depender de uma faixa para chegar ao outro lado da pista, o próximo semáforo para a travessia de pedestre se encontra a 1 km de distância de onde eles estavam. (Diário do Pará)

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