O Ministério Público do Estado do Pará (MPE) por meio dos promotores de justiça Mário Sampaio Netto Chermont e Nadilson Portilho Gomes realizaram ontem (03) uma inspeção em áreas localizadas nos limites territoriais de Traquateua (Vila de Fátima) e Capanema (Mirasselva), ambos locados no nordeste paraense, para verificar as causas da poluição do rio Quatipuru.
De acordo com o promotor, moradores da comunidade de Mirasselvas denunciaram ao MPE que a empresa Pena & Abreu Transportes de Cargas estava poluindo o rio Quatipuru com resíduos de lavagem de seixo. “Com a poluição, a água do balneário está totalmente imprópria para o banho devido a mortandade dos peixes”, ressaltou.
Os Promotores de Justiça, no mesmo dia que receberam as denúncias foram ao local onde estava ocorrendo à extração de seixo e constaram que um igarapé, que passa na área alugada pela empresa, foi poluído com o despejo de resíduos de lavagem de seixo. O gerente da empresa presente no momento da inspeção, Marcos André Braga dos Santos, disse que realmente houve a poluição do igarapé, mas foi acidental.
Na quarta-feira (05), os Promotores de Justiça ouvirão o responsável pela empresa, os quais deverão apresentar os documentos legais que autorizaram a extração de seixo e areia no local.
“Essa situação era comum em Ourém e parece que está migrando para outros municípios dessa região, o que redobra nossa atenção para essa problemática ambiental peculiar, já que a maioria dos rios e igarapés são interligados e a poluição se propaga facilmente, comprometendo todos os leitos fluviais e até mesmo os lençóis freáticos”, finalizou promotor Nadilson.
(Ascom/MPE)
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