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Camelôs quebram e saqueiam lojas no comércio

Camelôs fizeram um arrastão durante a manhã desta quarta-feira (5), em lojas do centro comercial de Belém. Eles teriam quebrado lojas e até saqueado produtos. As informações são da Rádio Clube. A ação dos camelôs foi uma reação a operação Eirene III, ini

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Camelôs fizeram um arrastão durante a manhã desta quarta-feira (5), em lojas do centro comercial de Belém. Eles teriam quebrado lojas e até saqueado produtos. As informações são da Rádio Clube.

A ação dos camelôs foi uma reação a operação Eirene III, iniciada na madrugada desta quarta-feira (5), pelo Sistema de Segurança Pública do Pará nos bairros do Reduto, Campina, Cidade Velha e Umarizal, no centro da capital. Os policiais já apreenderam quatro caminhões com mídias piratas, produtos falsificados e outros contrabandeados, além de sete máquinas caça níqueis no comércio de Belém.

Segundo o presidente da Associação dos Ambulantes do Centro Comercial, Rai Moraes, os policiais também apreenderam mercadorias com notas fiscais regulares e prenderam trabalhadores que não estavam envolvidos com a vendo ou produção de mercadorias piratas, por isso os camelôs reagiram depredando lojas do centro comercial. "Cerca de 100 trabalhadores foram prejudicados com essa ação. Por que a polícia não vai fiscalizar as grandes lojas de centro, que importam seus produtos da China?", questionou Rai.

Ele avisou que os camelôs estarão amanhã (6), às 9h, na Alfândega da Receita Federal no Porto de Belém, localizada na Rua Gaspar Viana, para exigir que os policiais devolvam a mercadoria que foi apreendida e possui nota fiscal.

A assessoria da Secretaria de Comunicação (Secom) afirmou que a operação foi toda realizada com o acompanhamento da Receita Federal. "Os camelôs que se sentirem prejudicados podem comparecer com as notas fiscais das mercadorias na Alfândega da Receita Federal", informa a Secom. A assessoria esclarece, ainda, que a mesma obrigatoriedade da apresentação da nota fiscal valhe para as grandes lojas do comércio de Belém.

As ações da operação Eirene III continuam em curso e contam com o efetivo de 600 homens. O objetivo é combater diversos crimes com base em informações obtidas pela inteligência da Polícia. Um centro de operações foi montado na Praça Magalhães, na Avenida Marechal Hermes, onde as denúncias estão sendo monitoradas.

(DOL, com informações do repórter JR Avelar e Agência Pará)

>> Atualizada às 17h25

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