Para além da condução da mensagem da Igreja à comunidade católica paraense e da Amazônia, o desafio do Círio também envolve um delicado acerto de logística e coordenação: afinal, os milhões de romeiros merecem cuidados diante da complexidade do Círio - um fenômeno que já expande sua agenda para boa parte do calendário anual e se replica nos municípios mais longínquos do Pará. O Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, fez sua avaliação sobre os festejos desse ano e o futuro nessa entrevista especial cedida ao DIÁRIO, através dos jornalistas Lorenna Montenegro e Lázaro Magalhães. Confira:
P: Este ano a Igreja fez uma grande campanha para o Círio desse ano, tratando da corda. Fez pedidos importantes, em uma preocupação clara com a segurança...
R: No Recírio do ano passado eu observei o que acontecia de riscos para as pessoas, por conta da corda, durante a chegada da procissão. Então eu tive a ideia de fazer a ‘bênção da corda’. Estarão comigo muitos sacerdotes, e nós faremos, na medida que as estações passam, a bênção. Porque as pessoas querem levar para casa como uma lembrança um pedaço da corda. Nós respeitamos isso, e queremos contribuir para que o Círio seja uma ocasião que não represente risco para ninguém.
P: Como funcionará a bênção da corda esse ano, efetivamente?
R: Nós queremos contribuir para que as pessoas não se arrisquem. A Guarda de Nazaré estará auxiliando as pessoas a levarem seu pedaço da corda. Será do Colégio Santa Catarina para frente. Não sei se conseguiremos resolver tudo, mas pelo menos começamos com uma ideia diferente. Porque imagine: ano passado o Dieese estimou em dois milhões e 200 mil pessoas no Círio. É uma grande multidão... e inclusive isso já é objeto de vários estudos. É é muito interessante observar isso. Leia a entrevista completa no site do Diário do Pará...
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