O “Saúde Não Tem Preço”, programa do Ministério da Saúde que oferece gratuitamente 11 medicamentos para hipertensão e diabetes, ampliou em 808% o acesso ao tratamento dessas doenças no Pará, nas 249 drogarias credenciadas ao programa no estado.
O número de pacientes atendidos saltou de 3.809, em janeiro, para 34.592, em setembro. Em todo o país, a quantidade de beneficiados aumentou 239% no mesmo período – o total mensal de brasileiros assistidos pelo Saúde Não Tem Preço passou de 853.181, em janeiro, para 2,9 milhões em setembro. Em todo o período, 5,9 milhões de pessoas foram beneficiadas. Destes, 77.530 foram beneficiados no Pará.
Antes da criação do programa, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto nas farmácias e drogarias credenciadas ao programa Aqui Tem Farmácia Popular. Atualmente, os medicamentos são retirados gratuitamente. Para isso, é exigido apenas a apresentação de receita médica válida, CPF e documento com foto.
No Pará, a quantidade mensal de diabéticos beneficiados pelo programa cresceu 362% – pulou de 2.143, em janeiro, para 9.910 em setembro. No caso da hipertensão, o número aumentou 1.197%, no mesmo período – passou de 2.225 para 28.852 beneficiados. “Essas doenças, por terem prevalência alta e estarem intimamente ligadas aos novos hábitos dos brasileiros, merecem atenção redobrada. A ampliação contínua do acesso aos medicamentos, comprovada pelos números do programa, representa uma melhora significativa na vida dos brasileiros”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A hipertensão arterial acomete 23,3% da população adulta brasileira maior de 18 anos, segundo dados do estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2010. Em Belém, o percentual de hipertensos é de 17,5% da população adulta, abrangendo 17,6% dos homens e 17,4% das mulheres. De acordo com a mesma pesquisa, o diabetes atinge 6,3% da população adulta brasileira. Especificamente em Belém, 4,9% da população apresentam a doença, 5% dos homens e 4,8% das mulheres.
ORIENTAÇÕES
A receita médica é obrigatória para a retirada de medicamentos nas farmácias credenciadas, e tem como objetivo evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.
Eventuais dúvidas podem ser comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) e também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.
Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar ao usuário o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico. (Diário do Pará)
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