O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf, se reúne hoje numa assembleia em São Paulo para avaliar a greve. A categoria pode ampliar o movimento caso a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresente uma nova proposta. A Fenaban é o braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado às negociações trabalhistas.
No Pará, o Sindicato dos Bancários organizou, na manhã desta terça-feira (11), um ato público no Banco Santander da Avenida Nazaré, em Frente ao CAN (Centro Arquitetônico de Nazaré), para marcar os 15 dias de paralisação e protestar contra o silêncio dos banqueiros que ainda não retomaram as negociações com a categoria.
No 15º dia de greve, o número de agências bancárias fechadas em todo o país já ultrapassou 9 mil. Segundo balanço divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), 9.090 unidades não funcionaram ontem (10), 139 a mais em relação a sexta-feira (7).
Os grevistas voltaram a cobrar resposta sobre a carta enviada no último dia 4 à Fenaban. Os sindicatos pedem a retomada do diálogo com as instituições financeiras e repudiam o silêncio dos bancos, que não apresentaram novas propostas desde o início da paralisação, em 27 de setembro.
Em greve por tempo indeterminado, os bancários reivindicam reajuste de 12,8% nos salários, o que representa 5% de aumento acima da inflação. A categoria também pede aumento nas contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes e fim de metas abusivas impostas pelos bancos. A Fenaban ofereceu reajuste de 8%, 0,56% superior à inflação, e participação nos lucros e resultados.
Os representantes dos bancos informaram que estão abertos ao diálogo. A Fenaban, no entanto, alegou que só retomará as negociações se houver garantias de que as contrapropostas não serão rejeitadas sem análise pelos sindicatos. (DOL, com informações da Agência Brasil e Ascom/Bancários do Pará)
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