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Palestra apresenta propriedades do paricá

Além de substituir a madeira retirada das florestas nativas no processo industrial, o produto proveniente das áreas reflorestadas vem apresentando novo potencial para a construção civil. O paricá, uma das principais espécies reflorestadas, dado o tempo ma

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Além de substituir a madeira retirada das florestas nativas no processo industrial, o produto proveniente das áreas reflorestadas vem apresentando novo potencial para a construção civil. O paricá, uma das principais espécies reflorestadas, dado o tempo mais rápido para o crescimento da vegetação, começa a ser utilizado em vigas de madeira laminada colada para compor a estrutura de casas populares.

Para apresentar as propriedades do paricá e incentivar que as indústrias da construção civil paraense comecem a utilizar a madeira para a edificação de casas populares, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) – por meio do Conselho Temático de Meio Ambiente – e a Associação de Indústrias Exportadoras de Madeiras do Pará (Aimex) trazem a Belém o engenheiro civil Rodrigo Figueiredo Terezo, da Universidade do Estado de Santa Catarina. A palestra “Propriedades da madeira de Paricá e sua utilização em vigas de madeira laminada”, proferida por Terezo, acontecerá nesta quinta-feira, 13, na sede da federação.

Terezo desenvolve, há alguns anos, pesquisa para comprovar a resistência mecânica, a rigidez, além das vantagens da pré-fabricação à versatilidade estética da viga de paricá. "Conhecer melhor as propriedades da madeira de paricá de florestas plantadas e sua aptidão para novos produtos da construção civil é uma necessidade. Sendo possível a sua transformação num bem durável, ganha o meio ambiente e a economia regional", destaca o pesquisador.

A partir dos resultados que obteve, o engenheiro valida a hipótese de utilização do paricá em elementos estruturais, principalmente em vigas de madeira laminada colada, e traz recomendações apropriadas à realidade brasileira. Apesar da durabilidade natural frágil, o paricá pode ser tratado quimicamente, como acontece com pinus e eucaliptos, tradicionalmente usados na produção de peças de madeira laminada colada.

A madeira retirada das florestas replantadas, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental da região amazônica, poderá ser uma alternativa para que o governo acelere as medidas de contenção do déficit habitacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Pará, com 509 mil, tem um dos maiores déficits habitacionais do Brasil, ficando atrás apenas de grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro.

"Procuramos com a pesquisa estimular o uso do paricá em outros produtos para a construção civil, agregando valor a esta matéria-prima. Também queremos contribuir para reduzir a pressão de exploração da floresta nativa na região amazônica", conclui Terezo. (Dol)

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