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Focos de dengue proliferam em Belém

Quando o céu começa a escurecer e a nuvens a se formar, cresce junto a preocupação de Maria dos Reis. Moradora do Conjunto Paraíso dos Pássaros, no bairro de Val-de-Cans, ela encara a aproximação do período chuvoso com receio, porque sabe o que isso pode

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Quando o céu começa a escurecer e a nuvens a se formar, cresce junto a preocupação de Maria dos Reis. Moradora do Conjunto Paraíso dos Pássaros, no bairro de Val-de-Cans, ela encara a aproximação do período chuvoso com receio, porque sabe o que isso pode significar: alagamentos, acúmulo de sujeira e, consequentemente, proliferação de doenças, como a dengue.

“Eu já tive dengue e tenho muito medo que algum dos meus seis netos, que moram comigo, pegue também”, diz. E basta dar alguns passos em frente à casa da empregada doméstica para compreender a angústia. Lá, o mato já tomou parte da rua e há água parada numa longa extensão. Além disso, o lixo depositado indevidamente contribui para que o local seja um possível criadouro do mosquito. “Quando estou em casa nem deixo os meninos saírem, mas tenho que ir ao trabalho e sei que eles aproveitam e brincam perto dessas poças”.

E nem mesmo o aumento de repasse de verbas para o combate da doença em Belém, anunciado anteontem pelo Ministério da Saúde, traz mais esperança aos moradores. “A prefeitura até que recolhe o lixo, duas vezes por semana, mas muita gente não tem educação e faz questão de sujar tudo de novo”, afirma Rafaela Oliveira. Ao lado da mãe, Claudete, ela percorria uma das principais avenidas do conjunto desviando dos dejetos acumulados. E ratifica que a situação fica ainda pior com a chuva. “A gente tenta fazer a nossa parte, mas ao lado da nossa casa mesmo tem um terreno abandonado que acumula muita água. Já ligamos pro dono, mas como ele não mora aqui, nem se preocupa”.

Mas não é apenas na periferia que a dengue ronda a cidade. Bairros de classe média alta, como Batista Campos e Nazaré, também já abrigam possíveis focos de mosquito, principalmente por descuido da população. É do que reclama a dona de casa Regina Pinto. Somente da janela do andar superior de sua casa, ela enxerga cinco piscinas, das quais duas não têm a manutenção adequada, garante. “Já virou rotina. Todo ano eu tenho que ligar pra Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) pra eles fiscalizarem logo no início das operações e me dar sossego no final do ano”.

O DIÁRIO tentou contato com a Semma para saber se existe um cronograma de atividades voltadas ao combate do mosquito da dengue, mas a assessoria de comunicação do órgão informou que não dispunha da informação. (Diário do Pará)

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