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Um dia do jeito que as crianças gostam

A principal opção dos pais que moram em Belém no Dia das Crianças, comemorado ontem, foi deixar as crianças aproveitarem para brincar em lugares abertos como praças, Museu Emílio Goeldi e Bosque Rodrigues Alves. Nesses dois últimos lugares, as filas impre

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A principal opção dos pais que moram em Belém no Dia das Crianças, comemorado ontem, foi deixar as crianças aproveitarem para brincar em lugares abertos como praças, Museu Emílio Goeldi e Bosque Rodrigues Alves. Nesses dois últimos lugares, as filas impressionavam pelo enorme tamanho.

Porém, pais e crianças não desanimavam com a multidão. “A gente procura um local bom, ao ar livre. Aqui a minha filha pode brincar à vontade e eu não preciso me preocupar”, destacou a enfermeira Socorro Castro, mãe de Amanda Castro, de 8 anos. “Eu posso brincar de escorregabunda, de bola, subo no castelinho. Dá pra aproveitar”, reiterou Amanda, que passou a manhã na Praça Batista Campos.

No local, as diversas crianças disputavam todos os brinquedos. “É um local adequado, seguro para as crianças se divertirem”, contou o administrador Paulo Abnade, pai de Saulo Refiq, de apenas dois anos. Tanto no bosque quanto no museu, o público de cada um contabilizava, no mínimo, três mil pessoas. Porém, os ambulantes dos arredores desses lugares acharam a comercialização fraca. “Está muito devagar. Tem muita gente aqui, mas as pessoas só querem entrar. Não consomem nada aqui fora”, disse o vendedor de pipoca Eraldo Mesquita.

Nas filas no museu ou no bosque, algumas pessoas esperavam cerca de meia hora para entrar. “Vale a pena enfrentar toda essa fila para mostrar os bichinhos para a minha neta. Ela adora”, disse o motorista Jaime Queiroz. Pelo visto, as crianças também acharam que valeu a pena a espera. “Eu tô adorando o meu Dia das Crianças. Gostei de ver a tartaruga e também quero ver o jacaré. Também vou andar com a minha bicicleta nova”, contou a pequena Isabele Santos, de três anos.

NATUREZA

A mãe dela, Rosicleia Santos, acha que ir a lugares em contato com a natureza é uma característica do paraense. “A gente acaba relembrando dos nossos tempos de criança. O meu outro filho está brincando com um passarinho de miriti, igual ao que eu brincava quando criança”, comparou. Porém, com uma multidão em lugares fechados e enormes como o museu e o bosque, eram comuns os casos de crianças perdidas. Todos os anos, o Dia das Crianças é a data de número recorde de visitações no museu e no bosque.

“Só até umas 10h, mais de dez crianças se perderam. É complicado, pois as crianças ficam muito enérgicas e em qualquer distração dos pais elas podem se perder. O ideal é ter atenção redobrada e, se possível, colocar uma pulseirinha de identificação nos filhos, com número de telefone. Isso facilita muito o nosso trabalho”, explicou o comandante do Grupamento de Ações Táticas (GAT) da Guarda Municipal, que estava atuando no bosque, Jorge Pamplona.
(Diário do Pará)

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