O promotor de justiça do Ministério Público do Estado, Nelson Medrado, entrará com uma ação de improbidade administrativa contra as servidoras Maria de Fátima, lotada no departamento legislativo da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), e Madalena Maria, do Banpará. A decisão do promotor foi tomada após ouvir depoimentos de dois servidores desses órgãos, às 12 e 13h desta quinta-feira (13).
Segundo Medrado, o chefe do departamento legislativo da Alepa, identificado como Afonso, informou que a servidora Madalena Maria comparecia uma vez por mês no escritório apenas para assinar a folha de frequência do trabalho. Já a atual diretora do Diário Oficial da Alepa, Dulce Maria, ainda segundo informações do promotor, afirmou que a fiscal de tributos do Banpará, Maria de Fátima, chegava ao local de trabalho, diariamente, às 8h da manhã e ia embora às 9h, sempre após assinar a frequência.
O promotor vai reunir os depoimentos a outras informações, como o tempo pelo qual as funcionárias ficaram recebendo, indevidamente, o salário de R$ 7 mil, cada, para entrar com a ação. Elas devem devolver o valor recebido aos cofres públicos.
"Depois que a ação estiver pronta, encaminharei uma cópia ao Dr. Arnaldo, promotor criminal, para que ele decida se cabe alguma ação criminal contra esses servidores", completou Medrado.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Alepa disse não ter informações sobre o caso. (DOL)
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